Publicada em: 05/06/2009 - 329 visualizações

Vereadores escutam explicações sobre aumento da tarifa de ônibus

Vereadores escutam explicações sobre aumento da tarifa de ônibus (05/06/2009 00:00:00)
 

Vereadores escutam explicações sobre aumento da tarifa de ônibus

        Os vereadores e a população puderam conhecer como é elaborada a planilha de custos das passagens de ônibus em Juiz de Fora. As explicações foram dadas pelo secretário de Transporte, Márcio Gomes Bastos, que participou de audiência pública na Câmara para tratar sobre o assunto.
       
        A reunião está prevista na Lei nº 11.755 de 22 de abril de 2009, de autoria do vereador Julio Gasparette (PMDB), que obriga a Prefeitura apresentar, com dez dias de antecedência, a planilha de cálculo tarifário adotada para o reajuste da tarifa de transporte coletivo e da tarifa de serviço de táxi no município. O secretário optou por discutir, somente, o aumento da passagem de ônibus. A discussão sobre os táxis será feita posteriormente, também em audiência, solicitada pelo vereador Noraldino Jr. (PSC)
       
        A passagem de ônibus, hoje, está fixada no valor de R$ 1,55. De acordo com a matemática dos técnicos do Executivo, ela seria reajustada para R$ 1,70. A base de cálculos da planilha foi centrada na quantidade de passageiros e combustível por quilômetro percorrido. Além disso, os gastos com a manutenção de cada carro com a compra de peças, pneus, lubrificação entre outros insumos, também foi levado em consideração. A esses valores, no entanto, soma-se, ainda, a média do salário dos funcionários das empresas e os benefícios recebidos por motoristas e trocadores como plano de saúde, auxílio alimentação, cesta básica e seguro de vida.
       
        Apesar dos valores e da metodologia aplicada na confecção do documento ser revelada na audiência, o presidente da CUT Regional, Péricles de Lima, criticou o aumento da tarifa dos ônibus, alegando que “o repasse para o usuário, ainda é muito pesado para o bolso do trabalhador”. Péricles entregou ao presidente do Legislativo, um documento solicitando que a Câmara, também, possa ter poder de votação no aumento da tarifa. Além disso, a carta pede a realização de processo licitatório para a contratação de empresas para o setor coletivo; a aprovação de um projeto de lei que obrigue a Settra ter o controle da venda dos vales-transportes e dos cartões magnéticos; a conclusão do processo judicial interposto pelo Ministério Público questionando as planilhas e o valor da tarifa do transporte coletivo; e que seja criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo Urbano.
       
       
       

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