Publicada em: 26/05/2009 - 273 visualizações

Destino de pacientes de dois hospitais psiquiátricos é discutido

Destino de pacientes de dois hospitais psiquiátricos é discutido (26/05/2009 00:00:00)
 

Destino de pacientes de dois hospitais psiquiátricos é discutido

       O fechamento dos hospitais psiquiátricos Pinho Masini e São Marcos foi confirmado durante audiência pública realizada hoje (26/05) por solicitação do vereador José Laerte (PSDB). O encerramento das atividades ocorre em função de fiscalização do Ministério da Saúde ter constatado o não cumprimento de todas as determinações da portaria 501, de 13 de dezembro de 2007. A informação deixou parentes dos 200 pacientes apreensivos quanto ao seu destino. Vários se manifestaram alertando sobre a impossibilidade de recebê-los em função de serem agressivos, terem passado por longos anos de internamento e necessitarem de cuidados permanentes. Representantes da Secretaria Municipal de Saúde tentaram tranquilizar, esclarecendo que o processo transcorrerá por etapas a serem cumpridas durante seis meses.
        A secretária Eunice Dantas assumiu o compromisso de tratar a questão com a seriedade que ela merece, enquanto o gestor da Saúde Mental, José Eduardo Amorim, informou as medidas a serem tomadas. Será feito um levantamento do perfil dos usuários e discutidas a melhor forma de tratamento. Cerca de 50 pacientes crônicos serão conduzidos a outros hospitais da cidade, credenciados pelo SUS, e aproximadamente 35 serão encaminhados para residências terapêuticas, onde terão acesso ao atendimento multidisciplinar. O Centro de Atenção Psicossocial Leste (CAPS) se encarregará de acompanhar todos os pacientes. José Laerte sugeriu que os aproximadamente cem funcionários dos hospitais sejam reaproveitados nessas unidades.
        Diversos vereadores enfatizaram a importância das famílias e dos usuários participarem do processo. Eles demonstraram preocupação sobre o destino dos pacientes e o temor de outros hospitais psiquiátricos fechem as portas, criando sérias dificuldades para Juiz de Fora. Os vereadores ainda alertaram para a necessidade de as regionais manterem um psiquiatra de plantão visando o atendimento de urgências e emergências.

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