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Educação é tema central de reunião da Câmara Mirim
A educação foi o tema central da Câmara Mirim realizada nesta terça-feira (09/06). As propostas dos jovens vereadores foram apresentadas durante a reunião ordinária que enfocou os sub-temas diversidade e inclusão social, violência, valorização do magistério e organização estudantil.
O presidente da Câmara Mirim Antônio Henrique de Almeida, da Escola Estadual Clorindo Burnier, destacou que não há indivíduos mais indicados para falar de educação do que eles mesmos, os alunos. Ele defendeu a valorização dos professores e a formação de grêmios estudantis. “A integração que promovem é um dos pilares do movimento político”, afirmou.
Amanda Silva, da Escola Estadual Antônio Carlos, lamentou que muitos professores não têm preparo para aceitar a diferença entre seus alunos. E lembrou a necessidade do meio-passe para aqueles que não possuem ensino médio no bairro em que residem.
Amanda Reis, da Escola Estadual Coronel Manuel Carneiro das Neves, lembrou da importância dos grêmios, necessários para a interação dos alunos, já que eles não existem na sua escola. Destacou ainda a criação de aulas de dança e informática e palestras educativas com intercâmbio de alunos.
Augusto Spineli, do Colégio Stella Matutina, propôs uma campanha de conscientização sobre o bullying, a violência contínua imposta a um aluno por uma pessoa ou um grupo.
Débora Gonçalves, da Escola Estadual Francisco Bernardino, defendeu também o esclarecimento sobre o problema com palestras. Ela pediu a elaboração de uma lei com punições severas para quem portar mp3, celular e eletrônicos em sala de aula.
Diana da Costa, da Escola Municipal Doutor Adhemar Rezende de Andrade, solicitou capacitação profissional, espaços físicos adequados e uma maior discussão sobre as questões dos portadores de necessidades especiais. A estudante esclareceu que os problemas sociais e econômicos agravam a violência refletida nas instituições de ensino. Ela apresentou slides com imagens de sua escola. E mostrou os problemas nas instalações que persistiram, mesmo após as obras de reforma. “É necessário que as pessoas conheçam as escolas para saberem o ambiente em que vivem os estudantes”.
Gabriela da Silva, da Escola Municipal José Calil Ahouagi, destacou que é preciso estimular a inclusão, já que a violência está por todos os lados. Segundo ela, o preconceito é a maior violência, pelo fato de alguns alunos não respeitarem as diferenças.
Jardel da Cunha, da Escola Municipal Dom Justino José de Sant´Ana, solicitou policiamento preventivo e palestras de conscientização. Marcelle Scaldini, do Espaço Educacional Lápis de Cor, defendeu a inclusão social e o preparo dos professores para receber alunos especiais.
Maria Isabel Pires, da Escola Municipal João Guimarães Rosa, disse que é preciso receber os portadores de deficiência com braços abertos. Ele esclareceu que novo uso deve ser dado às salas vagas. Além de estímulo a palestras, atividades e projetos e incentivo ao magistério.
Matheus Marques de Paula, da Escola Municipal Gilberto de Alencar, disse que a violência verbal é muito perigosa e que todos devem evitá-la. Pediu ainda a valorização do magistério, pois o professor é referência cultural para os alunos.
Matheus Ovídio, Escola Municipal Professora Marlene Barros, defendeu a criação do programa Família na Escola, com profissionais especializados.
Tamyres dos Santos Vieira, da Escola Adventista de Juiz de Fora, defendeu o reforço do convívio entre a família, a comunidade e a escola para o sucesso do trabalho educacional. Ela propôs o programa Escola de Pais, com encontros mensais com palestras e debates.
Vitória Perontoni, da Escola Estadual. Duque de Caxias, defendeu a obrigatoriedade para alunos e professores de aulas de libras para promoção da inclusão.
As propostas apresentadas pelos vereadores mirins foram coesas e tiveram como objetivo estimular a discussão dos temas apresentados nas instituições de ensino de origem.
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