Publicada em: 10/06/2021 - 289 visualizações
Vereadores e vereadoras atuaram na questão por meio do envio de Representações e Requerimentos da Câmara; PJF já abriu cadastro para a vacinação deste grupo prioritário; calendário para aplicação das doses ainda será divulgado
Atendendo a diversos pleitos da população, a Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), em um esforço coordenado de todos os vereadores, enviou Representações e Requerimentos aos governos Federal, Estadual e Municipal, com o objetivo de incluir as gestantes, puérperas e lactantes, sem comorbidades, entre os grupos prioritários para a imunização contra a COVID-19. A Prefeitura anunciou a inclusão deste grupo como prioridade para receber a vacina e abriu prazo para o pré-cadastro das gestantes. O calendário com a data de aplicação das doses ainda será divulgado.
Nas reuniões do mês de maio, diversas proposições foram votadas e aprovadas na busca por garantir esse direito às mulheres. Duas Representações assinadas pelos vereadores André Luiz (REPUBLICANOS), Dr. Antônio Aguiar (DEM), Cida Oliveira (PT), Cido Reis (PSB), Bejani Junior (PODE), Sargento Mello Casal (PTB), Vagner de Oliveira (PSB), João Wagner Antoniol (PSC), Zé Márcio Garotinho (PV), Julinho Rossignoli (PATRIOTA), Juraci Scheffer (PT), Kátia Franco Protetora (PSC), Laiz Perrut (PT), Maurício Delgado (DEM), Nilton Militão (PSD), Tallia Sobral (PSOL) e Tiago Bonecão (CIDADANIA) solicitaram aos governos Federal e Estadual que fossem incluídas as lactantes no Programa Nacional de Imunização contra a COVID-19.
No texto os vereadores defendem que “uma análise feita pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), a partir de mais de 100 estudos clínicos, concluiu que mães imunizadas contra o novo Coronavírus passam anticorpos para os bebês pelo leite materno. Segundo a Bióloga e coordenadora dos estudos Patrícia Gama, o objetivo da pesquisa é entender o quanto o leite pode ser utilizado, como uma forma de obter os anticorpos não somente através da amamentação direta entre mãe e filho, como também para as crianças que dependem de bancos de leite”, destacam.
Dois Requerimentos, de autoria do vereador Marlon Siqueira, solicitaram que a Secretaria de Saúde realizasse um estudo de viabilidade técnica para a inclusão, com prioridade, das gestantes sem comorbidades, e também das lactantes, no Calendário de Imunização contra a COVID-19. O autor justificou que “os anticorpos IGG desenvolvidos pelo sistema imunológico da gestante imunizada ocorrem através da transferência placentária, como tantos outros; os imunizantes recomendados hoje para as gestantes contra a COVID-19 são Pfizer e Coronavac e, diante do quantitativo ainda limitado na disponibilidade desses vacinas para ofertar à população-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID-19, concluímos que uma gestante imunizada, poderá proteger uma ou mais vidas”.
Bejani Júnior se embasou em um estudo feito em 2020 e em uma declaração oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) que recomenda sobre a eficácia e a segurança de vacinação deste público. Além da importância em duplicar o efeito da vacina em dois indivíduos, o vereador ressaltou no texto a necessidade do Poder Público destacar o papel da maternidade na sociedade. "Ao vacinar todas as lactantes estamos investindo em saúde e bem-estar da população e suas futuras gerações, além de proteger o futuro representado na figura de nossos bebês, estamos reconhecendo o direito humano à saúde e a proteção constitucional da maternidade como objetivo prioritário", concluiu.
Já uma Representação de autoria da vereadora Cida (PT), endereçada ao Ministério da Saúde e aprovada na reunião do dia 24 de maio, pede que sejam incluídas diversas categorias de trabalhadores no programa nacional de imunização, além das gestantes, lactantes e puérperas. Entre eles estão os entregadores, motoboys e trabalhadores de aplicativos de delivery, trabalhadores de casas lotéricas, bancários, trabalhadores dos correios, trabalhadores de limpeza urbana, telemarketing, funerárias, jornalistas e radialistas que estão realizando atividades presenciais, trabalhadores de mercados, quitandas e supermercados e trabalhadores das feiras livres de alimentos.
No texto a vereadora Cida destaca que “a falta das vacinas em todo país tem gerado mais este problema, que é a necessidade de inclusão no Plano Nacional de Imunização de pessoas que estão trabalhando em atividades essenciais, e por esta razão, não podem afastar-se ou praticar o isolamento social. Muitos trabalhadores e trabalhadoras têm buscado os mandatos dos vereadores, assim como esta Casa Legislativa pedindo nosso apoio e manifestação sobre a necessidade de serem vacinados, por seguirem trabalhando em suas atividades, consideradas essenciais, garantindo, inclusive que muitos outros setores possam continuar praticando isolamento social”, justificou a autora, acrescentando o pedido para que sejam tomadas providências no sentido de inclusão das lactantes, gestantes e puérperas no Programa.
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