Cerca de 12 mil pessoas frequentam, regularmente, aos domingos, a feira livre da Avenida Brasil. Há 50 anos no local, o evento é tradicional para o juiz-forano que busca por vegetais e hortaliças neste dia. Segundo os feirantes que atuam no local, casos de insegurança têm afligindo-lhes e causando evasão dos frequentadores. Diante disso, os vereadores Delegada Sheila (PSL), Marlon Siqueira (MDB) e Pardal (PTC) promoveram uma audiência pública nesta segunda-feira, 18, a fim de debater essa situação com entidades e órgãos envolvidos.
Feirante por 16 anos, o vereador Pardal afirmou que a busca pela qualidade, tanto para quem trabalha, quanto para as pessoas que frequentam o local, é essencial. Já a Delegada Sheila destacou que a feira é, para algumas pessoas, a única fonte de renda, e que o cuidado com o local é fundamental para que se faça a manutenção social da mesma. Declarou, ainda, que há algumas ilegalidades como a venda de armas que são relatadas por pessoas apreendidas, que preocupa o poder público, e que uma investigação sobre essas questões já está sendo feita pela Polícia Civil.
Quanto à segurança, os representantes da Guarda Municipal e das polícias Civil e Militar alegaram que, por conta de contingente, não conseguem fiscalizar efetivamente o local. Ressaltaram em conjunto que é necessária uma força tarefa envolvendo esses agentes para tentar solucionar os casos de furtos, arrombamentos de carros e batedores de carteira. Pediram também a colaboração da população para que denuncie os delitos, de forma anônima, através do Disque Denúncia (181), para que com base nessas estatísticas, possam atuar contra as ações criminosas.
Os feirantes destacaram que além disso, há uma parte da feira que é ocupada por pessoas irregulares, que não possuem cadastro junto à Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA), ou os que atrapalham a seguridade do local e traz malefícios quanto a venda de drogas e pirataria. Alegaram que os coordenadores, aqueles responsáveis pela organização e fiscalização, não dão conta e que, inclusive, os mesmos já foram coagidos por pessoas irregulares que frequentam a feira.
Por conta da crise, que aumentou o número de desempregados, fez com que algumas pessoas enxergassem na feira uma oportunidade de ter uma nova renda. Assim, os feirantes reclamam que não há um Código de Postura atualizado que possa dar um amparo legal às condutas realizadas pelos feirantes, o que causa certa desorganização. Marlon defendeu a criação da rede de feirantes protegidos para que possa dar maior seguridade aos envolvidos.
Há duas semanas, fiscais da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) e a Guarda Municipal fizeram vistoria pela feira, ação que agradou quem trabalha por ali. O secretário de Agropecuária e Abastecimento, Bebeto Faria, alegou que essa ação vai continuar sendo realizada em conjunto com a Polícia Militar. “Essa força tarefa vai ajudar a essa população a ter um pouco mais de segurança”, determinou. Bebeto ainda solicitou aos vereadores que revisem, ajustem e atualizem a lei que trata sobre as feiras, a fim de proporcionar maior efetividade da mesma.
Conheça a Câmara
A audiência contou ainda com a presença de 15 estudantes do ensino fundamental do Colégio Vianna Jr. que visitaram a Câmara por meio do projeto “Conheça a Câmara”. Os alunos conheceram o 5º andar do Legislativo, além da Assessoria de Imprensa da Casa e a Presidência.
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