Há anos a comunidade do distrito de Humaitá convive com a má qualidade da água, que tem coloração barrenta e é imprópria para o consumo humano. Para tentar achar uma solução para este problema, os vereadores Kennedy Ribeiro (MDB) e Vagner de Oliveira (PSC), solicitaram uma audiência pública que foi realizada nesta quarta-feira, 21, na Câmara Municipal.
A água da localidade é proveniente de um açude, porém, a comunidade não usufrui deste por não ter condições adequadas para uso. O Dep. Estadual Isauro Calais (MDB) destinou recursos, por meio de emenda parlamentar, que possibilitou a construção de um poço artesiano; obra feita em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Entretanto, a água do poço não chega até as torneiras dos moradores, uma vez que este ainda não está operando. Vale ressaltar que, a companhia responsável pela obra não é a mesma que responde por essa região, bem como por Juiz de Fora; por isso, não tem a obrigação de tornar realidade esta demanda. A localidade possui outras duas minas, só que por conta de serem mais distantes, torna inviável a sua utilização.
Vagner indagou à Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), empresa incumbida em prestar este tipo de serviço na cidade, sobre quando o poço vai operar, e se há previsão de seu início. Já o vereador Kennedy ressaltou que não há qualidade de vida sem ter água potável e que a viabilidade deste recurso é fundamental para levar melhorias para esta população.
O morador do distrito, Luiz Fernando de Almeida, alegou que a Cesama se prontificou a ir até o bairro, até o final do ano passado para fazer um levantamento de custos da obra, porém, a ação não se concretizou.
Além de Humaitá, outras localidades na cidade também convivem com este tipo de problema, como Monte Verde, Penido, Chapéu D’uvas e Rosário de Minas. A moradora de Chapéu D’uvas, Silvania Ribeiro, disse que nesse distrito a água é doada por uma fazenda de propriedade privada, e não possui nenhum tipo de tratamento. Além disso, também não possui tratamento de esgoto, e em épocas de chuva, acaba causando problemas de inundações.
De acordo com o presidente-diretor da Cesama, André Borges, a empresa já realizou o orçamento para as obras em Humaitá e já tem em caixa o recurso necessário para tornar a água potável uma realidade no bairro. O que falta agora é fazer todo o processo de licitação e fechar parceria com a empresa ganhadora.
Apesar da boa notícia, segundo o engenheiro da empresa, Marcelo Amaral, ainda falta um relatório sobre a qualidade da água na localidade, que precisa estar em conformidade com as normas do Ministério da Saúde. Caso este seja negativo, será preciso realizar um novo tipo de projeto, uma vez que o poço será descartado quanto a sua eficiência em distribuição de água. A partir disso, terá de ser realizada a captação da cachoeira do distrito, gerando, assim, uma nova fonte de manancial.
A companhia solicitou a formação de uma comissão, formada por moradores do bairro para acompanhar todo este processo. As comissões permanentes de Urbanismo, Transporte, Trânsito, Meio Ambiente e Acessibilidade e de Abastecimento, Indústria, Comércio, Agropecuária e Defesa do Consumidor também devem enviar representantes participantes. A reunião está marcada para a próxima terça-feira, 27, às 17h, na empresa.
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