Publicada em: 15/03/2018 - 223 visualizações

Audiência pública discute sobre a Campanha da Fraternidade de 2018

Audiência pública discute sobre a Campanha da Fraternidade de 2018 (15/03/2018 00:00:00)
  • Audiência pública discute sobre a Campanha da Fraternidade de 2018
 
A primeira audiência pública do terceiro período legislativo de 2018, realizada nesta quinta-feira, 15, proposta pelos vereadores Zé Márcio Garotinho (PV), Fiorilo (PTC), André Mariano (PSC), Vagner de Oliveira (PSC) e Marlon Siqueira (MDB) tratou sobre a Campanha da Fraternidade da igreja Católica.

O tema deste ano, “Fraternidade e a superação da Violência”, tenta fazer com que a sociedade, junto à igreja, faça uma reflexão sobre a situação de violência em que o Brasil está inserido.

No país, a cada nove minutos uma pessoa morre por ato violento; a cada hora, cinco são assassinadas por arma de fogo. Em Juiz de Fora, segundo levantamento feito pela igreja, o Jornal Tribuna de Minas noticiou entre 1º a 14 de março que ocorreram 31 assaltos, dez casos de tráfico de drogas, cinco furtos, quatro casos de agressão  e três tentativas de homicídio.

A violência que a igreja pretende debater não se trata somente da física, mas também a racial, a sexual,  a doméstica, a intolerância religiosa, e tantas outras que afetam vários âmbitos, seja familiar, comunitário, pessoal ou regional.

De acordo com o vereador Fiorilo, a “repressão deveria ser a última coisa que deveríamos adotar”, uma vez que não se combate atos violentos com a mesma ação. Além disso, destacou que o ser humano se torna violento por ter sofrido o desamparo do Estado em relação à saúde, educação, e isso causa revolta, que se manifesta em brutalidade.

Dentre as formas de violência, o vereador Vagner de Oliveira, salientou que o estresse desencadeia várias outras reações, e, isso pode influenciar de forma negativa a convivência familiar, no ambiente de trabalho e no desempenho de cada um.

“Nada mais pode gerar estresse quando as instituições não funcionam como devem,” apontou o padre Antônio Camilo de Paiva. Ele disse ainda que o objetivo da campanha é lançar um olhar teológico sobre a realidade que nós vivemos. Sobretudo, distanciar essa reflexão do olhar partidário ou ideológico, mas exteriorizar um olhar católico, no sentido de perceber todas as mazelas. 

A função da igreja, de acordo com o arcebispo Dom Gil Moreira, “não é somente agir dentro dela, mas agir em conjunto com a sociedade. Ademais, deve haver um conjunto de ações entre as forças armadas, neste caso, a Polícia, e o Estado. É necessário dialogar sobre a paz desde a infância, para atuar de forma preventiva o comportamento violento. Somente desse jeito pode-se conter a violência e diminuir a repressão, que é uma forma paliativa de combate, mas que não resolve de fato”.

Dom Gil enfatizou que uma forma de superação da violência pede comprometimento de ações que envolvam a sociedade civil, sobretudo, a motivação da cultura da paz, que deve ser a proposta de vida do ser humano.


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