Existente há 17 anos em Juiz de Fora, a Comunidade Resgate promove semanalmente, há dez anos, a missa da cura e libertação. A celebração, que já ocorreu no antigo Exposhopping, reunia cerca de 4 mil pessoas, posteriormente foi para o Tupinambás e, atualmente, utiliza o Mariano Hall para proporcionar o encontro religioso. Neste local, a missa é celebrada toda segunda-feira a partir das 19:30. Os fiéis reclamam que o estacionamento do lugar não atende toda a demanda que a comunidade possui.
Para tentar auxiliar neste impasse, foi realizada uma audiência pública nesta quarta-feira, 21, junto à Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) para verificar a possibilidade de a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) destinar mais vagas ao entorno do MHall. O proponente da ação, vereador Pardal (PTC), salientou a importância da comunidade resgate para a cidade, que vem promovendo diversas ações sociais, além de desempenhar o bem comum através da fé.
Esta foi a primeira audiência promovida às 19h. O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Mattos (PSDB), ressaltou a ação, que vem sendo debatida pelo Comitê de Cidadania, que possibilita maior participação da população, uma vez que é feita fora do horário comercial.
De acordo com a representante da comunidade, Renata Campos, o MHall, localizado na Avenida Brasil, no Bairro Mariano Procópio, possui cerca de 180 vagas. Entretanto, o número é insuficiente para atender todos os fiéis que vão à missa nas segunda-feiras. Renata disse ainda que, por conta desse empecilho, a comunidade já perdeu seguidores que por falta de estacionamento, deixaram de ir aos encontros. Há mais de um ano a Comunidade pede à secretaria para liberar faixas extras ao entorno do local da missa. Pardal pediu um estudo à Settra para verificar a possibilidade de as pessoas poderem estacionar na via durante o horário da missa. Ressaltou ainda que, nessa mesma via há outros templos religiosos, que também podem ser agraciados pelo estudo. Relembrou o domingo de lazer, projeto que esvazia a faixa utilizada pelos ônibus na Avenida Rio Branco aos domingos. Além da missa do impossível, que ocorre na avenida Sete de Setembro, e tem a permissão dessa pasta para interditar a via.
O secretário de Transporte e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, apresentou as dificuldades sobre o assunto. Destacou que, conhece e reconhece a importância do trabalho desempenhado pela comunidade. Entretanto, apontou que não se trata da Settra ser contrária ou não às atividades da Resgate, mas, há questões legais de trânsito que impedem a liberação da área requerida. O problema, segundo o secretário, é o local onde é realizada a missa, que inviabiliza a parada irregular.
Segundo o artigo 181, inciso VIII do Código Brasileiro de Trânsito (lei 9503/97), este tipo de parada é proibida, já que utilizaria o passeio e provoca a inacessibilidade aos pedestres. Rodrigo apontou que o fluxo de carros na via, que durante a missa chega a 1753 carros, é alto e, por isso, não poderia destinar uma faixa para estacionamento. Além disso, a faixa da direita é de uso exclusivo para os coletivos urbanos. Destacou que, por a via ser expressa, somente após o cruzamento entre avenidas Brasil e Rio Branco é que o estacionamento à esquerda não atrapalha o trânsito.
Em 2017, a Settra autuou 538 carros por pararem irregularmente nesta via, a maior parte no trecho solicitado. Apontou que, há 324 vagas públicas ao entorno do MHall, que são disponibilizadas para todos os munícipes, ocupadas para quem chegar primeiro.
A vereadora Ana do Padre Frederico (MDB) apontou que o passeio próximo ao MHall tem 4 metros de largura e os passeios normais possuem 1.80, e a alternativa seria fazer baias para dar acessibilidade aos pedestres e liberar o estacionamento para os carros.
“Nossa expectativa é que o secretário, dentro das possibilidades, ache um caminho para atender a Comunidade Resgate”, destacou o vereador Pardal ao final da audiência.
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