O desfile oficial das escolas de samba de Juiz de Fora foi a pauta da audiência pública que aconteceu na tarde desta terça-feira, 12, no plenário da Câmara. A discussão foi convocada pelo vereador Wanderson Castelar (PT). “Objetivamente, nós queremos saber se o poder público vai disponibilizar algum valor para que o desfile possa acontecer. Não se pode tratar o Carnaval como uma despesa”, afirmou o vereador.
De acordo o superintendente da Funalfa, Rômulo Veiga, para que o desfile aconteça é necessário que a verba alcance a casa dos de R$1,2 milhões. Segundo ele, a Prefeitura não têm condições de arcar com este valor. “A Prefeitura não tem como disponibilizar esse recurso. Estamos autorizados a captar, até o dia 31 de dezembro, R$2,1 milhões via Lei Rouanet para que o desfile aconteça. Se não conseguirmos, o prognóstico é que o desfile não aconteça”, explica.
O superintendente destacou ainda que o valor necessário para a realização do desfile representa cerca de 10% do orçamento anual da Funalfa, o que, tendo em vista outros projetos do órgão e o pagamento do salário dos servidores, ele considera uma porcentagem significativa. “Em outras cidades médias, o financiamento é dividido entre o poder público, a iniciativa privada e a liga das escolas de samba. Em Juiz de Fora, um dos problemas é que o evento, historicamente, é financiado integralmente pela Prefeitura”, destaca Rômulo.
O representante da Liga Independente das Escolas de Samba de Juiz de Fora (Liesjuf), Diomário de Deus, ressaltou que a Liga já havia tomado a decisão de não desfilar em outubro diante da indefinição da realização do desfile e da disponibilização dos recursos financeiros. “Carnaval não se faz em um mês e sim em um ano. Nós que trabalhamos em escola de samba, viramos a noite em barracão, sabemos como é difícil colocar uma escola na avenida. Tem que pagar uma série de coisas.”
Para ele, é necessário pensar estratégias para fomentar o carnaval em Juiz de Fora; “Queremos uma discussão ampla, com todos. A escola de samba gera renda, emprego, cultura e alegria”, demandou Diomário.
A partir de uma demanda do público presente na audiência, em sua maioria integrantes de escolas de samba da cidade, o vereador Zé Márcio Garotinho (PV) registrou um pedido para que seja enviado à Prefeitura um requerimento assinado por todos os vereadores pedindo a realização de uma parceria semelhante à feita com os clubes da cidade: a isenção do IPTU das quadras das escolas de samba condicionada à realização de projetos sociais.
Estiveram presentes também o secretário de Planejamento e Gestão, Argemiro Tavares, além de presidentes das escolas de samba e do diretor de eventos da Liesjuf, Adriano da Silva.
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