Dar amparo, apoio moral, psicológico e protetivo. Estes são alguns dos suportes oferecidos pela Casa da Mulher e discutidos em Audiência Pública realizada na tarde desta quarta-feira, 25, na Câmara Municipal. O debate foi proposto pelos vereadores Charlles Evangelista (PP), Cido Reis (PSB) e Ana Rossignoli (PMDB).
Ana Rossignoli destacou os trabalhos contínuos que vêm sendo realizados pela Casa da Mulher contra a violência doméstica sofrida pela classe no município. “Esta instituição tem grande importância para as mulheres, algumas infelizmente vivem recuadas, caladas e sofrendo agressões do companheiro”. Ainda em seu discurso, citou que estas mulheres voltam para casa devido a dependência financeira do agressor. “Elas esquecem os ataques e aceitam voltar ao seu lar e ficam acuadas para a existência de uma nova agressão”.
A coordenadora da Casa da Mulher, Maria Luiza Oliveira Moraes, frisou que os trabalhos da entidade se iniciaram no dia 29 de maio de 2013 e vem obtendo sucesso em relação à defesa e à honra da mulher. Enfatizou a Lei Maria da Penha como fundamental para coibir e prevenir a violência doméstica. “Nosso trabalho é de acolhimento. Queremos que elas se sintam protegidas naquele ambiente e após encaminhamos para os trâmites necessários em relação ao agressor”.
Maria Luiza esclareceu que o funcionamento da instituição pretende ser não apenas a porta de entrada para mulheres violentadas, mas que a mesma tenha uma saída como treinamentos e criação de minicursos para um atendimento adequado.
A titular da Delegacia Especializada da Mulher, Ione Barbosa, salientou que o papel do poder público é acolher as mulheres que algumas vezes são vistas como um objeto. “A Casa da Mulher é uma política pública que encoraja as mulheres. Por isso, a importância em acompanhar as demandas das diversas violências domésticas apresentadas pela entidade. Precisamos que nossas mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito”, concluiu.
O vereador Charlles Evangelista citou a importância da medida protetiva às mulheres. “As medidas são relevantes para a classe, mas o principal trabalho é a prevenção. Por isso, deixo à disposição a Comissão dos Direitos das Mulheres para somar contra este tipo de agressão”.
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