Na manhã desta quinta-feira, 05, foi realizada uma mesa redonda para discutir o tema relativo à violência entre jovens, dando seqüência aos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara, que tem como objetivo investigar os casos de violência na cidade envolvendo gangues. A mesa redonda contou com a participação de alunos e professores das escolas Delfim Moreira, Estevão de Oliveira e Senai. Também participaram da discussão a Delega Regional Patrícia Ribeiro e o Delegado de Homicídios Armando Avólio.
Os professores que participaram da mesa redonda, em sua maioria, destacaram que além do trabalho feito nas escolas, o trabalho da estruturação familiar é de suma importância, pois o trabalho educacional da família e da escola devem caminhar lado a lado para um melhor desenvolvimento dos jovens.
A professora Aliene Carnevalli acrescentou ao debate que também acredita na importância do trabalho em conjunto das escolas e da família, mas salientou que os próprios jovens devem ter a consciência que o caminho do crime e da violência irá trazer malefícios para eles mesmos. " Acredito que a questão mais efetiva seria a da legislação, adotando legislações punitivas, sendo que elas pudessem trazer aos jovens o entendimento de que ele precisa se responsabilizar por suas ações, atualmente não temos punições efetivas, são necessários projetos que realmente responsabilizem os infratores e sejam exemplo de medidas efetivas para o combate à violência".
Participante da mesa redonda, a aluna Ana Letícia, da Escola Técnica do Senai, falou sobre a questão relativa à medidas que podem ser tomadas para prevenir a violência. “Na minha opinião o mais efetivo a ser feito é ter um sistema conjunto entre família, escolas, município e Estado, pois hoje encontramos condições precárias nestes âmbitos, além de não termos um trabalho efetivo de ressocialização para os jovens que já foram infratores”.
A CPI foi idealizada pela vereadora Delegada Sheila (PTC). É presidida pela vereadora Ana do Padre Frederico (PMDB), tendo como relator o vereador Charlles Evangelista (PP), que irá apresentar um relatório até o dia 16 de novembro para concluir os trabalhos e apresentar os resultados destas discussões. André Mariano (PSC), Marlon Siqueira (PMDB) e Sargento Mello (PTB) também fazem parte da Comissão.
A primeira palestra aconteceu no dia 29 de junho, quando o delegado de Homicídios, Rodrigo Rolli, tratou sobre a criminalidade em Juiz de Fora. Já no dia 06 de julho, foi a vez do juiz aposentado e atual secretário de Segurança Urbana e Cidadania, José Armando da Silveira, que passou um pouco da visão do Judiciário em relação às brigas de gangues. Em 24 de agosto, a Comissão recebeu no plenário do Legislativo o Jornalista e professor universitário, Ricardo Bedendo, que analisou de maneira contextual o tema “Violência entre jovens". No dia 14 de setembro, a subsecretária de Políticas de Prevenção Social à Criminalidade do Estado, Andreza Rafaela A. Gomes, relatou como é feito o trabalho de prevenção e redução de violência e criminalidade sobre determinados territórios e grupos mais vulneráveis. Em 28 de setembro o Capitão Villaça da Polícia Militar de Minas Gerais palestrou sobre o tema a Segurança Pública e o Jovem.
Além de montar um diagnóstico sobre as gangues da cidade, avaliar os impactos de suas ações e estudar medidas que possam resolver esta situação, a CPI também tem a intenção de analisar projetos sociais que possam contribuir e melhorar a qualidade de vida da população de Juiz de Fora.
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