Dificuldades enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência como obstáculos nas calçadas e ruas, no uso do transporte coletivo, nos banheiros públicos e nas universidades, entre outros lugares, foram algumas das reclamações levantadas pelos presentes na audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira, 23, na Câmara de Juiz de Fora. De autoria do vereador João Coteca (PR) - presidente da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência - o encontro debateu o tema sobre a situação das pessoas com necessidades especiais e a iminente necessidade de adequação e acessibilidade no município.
Em pauta, muito foi-se discutido sobre as situações precárias encontradas nas calçadas, como rampas deterioradas e até mesmo a falta deste importante instrumento de acesso para os deficientes físicos. Em meio aos pronunciamentos, o promotor de Justiça, Jorge Tobias de Souza, informou que, em reunião junto ao Conselho das Pessoas com Deficiência, concluiu-se que a Getúlio Vargas é a avenida com mais pontos alarmantes, devido a sua infraestrutura precária e a falta de acessibilidade.
No entanto, de acordo com o secretário municipal de Atividades Urbanas e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), Eduardo Facio, antes de se pensar em um plano de melhoria para a Av. Getúlio Vargas, é preciso iniciar as obras de acessibilidade da Av. Rio Branco.
Novas rampas na Avenida Rio Branco
Uma emenda parlamentar do Deputado Estadual Isauro Calais (PMDB) prevê a construção e restauração de um total de 48 rampas de acessibilidade no corredor e em alguns cruzamentos da Avenida Barão do Rio Branco.
Após algumas modificações no projeto, em julho deste ano, foi enviado ao Governo de Minas - responsável por passar a verba destinada pela emenda - para uma avaliação. Segundo Eduardo, o repasse está garantido. Complementou dizendo que a instalação de uma rampa de tamanho mínimo custa em média R$ 2 mil para os cofres públicos, e quando forem iniciadas, o prazo estimado para o término são de quatro meses.
Jovens assistidos pela Alae
Maria Ignez Guedes tem um filho com deficiência física e mental assistido pela Associação de Livre Apoio ao Excepcional (Alae) no período da manhã. Segundo ela, foi pleiteado, junto à instituição, um pedido para atendimento em período integral em casos como estes para que os pais consigam trabalhar. Acrescentou, ainda, que neste ano, o convênio firmado com a Prefeitura não está sendo cumprido.
O diretor da Alae, Luiz Chafi Hallack, disse que a situação da instituição é grave, visto que ela não é ouvida pela secretaria de Desenvolvimento Social. Informou que só há o ingresso de novos jovens na instituição caso outros sejam desligados. De acordo com ele, outra dificuldade encontrada pelos jovens é o direito de ir e vir. "Juiz de Fora tem 300 vans escolares, todas foram vistoriadas, mas não existe uma que apresente algum item de acessibilidade." E caso os pais tentem matricular seus filhos em alguma escola, recebem o aviso de que não existem professores capacitados para receber o aluno.
Informações: 3313-4734 /4941 Assessoria de Imprensa