“A Avenida Juscelino Kubitschek (JK) é uma das vias mais importantes e também considerada a mais perigosa de Juiz de Fora”, ressaltou o proponente da audiência pública desta quarta-feira, 05, vereador Charlles Evangelista (PP).
Os problemas na avenida são variados, desde falta de sinalização, postes sem luz e, a maior reclamação dos usuários da via, falta de semáforo. De acordo com o vereador proponente da ação, entre janeiro a março deste ano, ocorreram 83 acidentes, uma média de quase 1 acidente por dia, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, há 21 postes quebrados ou apagados ao longo do caminho de quem vai para a Zona Norte, fruto dos acidentes frequentes que acontecem no percurso. “Estes problemas prejudicam a iluminação e torna os pedestres invisíveis. A falta de semáforo, em uma via com muitos trechos sinuosos, cria um circuito de fórmula 1”, destacou Charlles.
A partir desta explanação, o vereador pediu o empenho da secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) para poder achar uma solução a fim de sanar todos os problemas que esta via causa, não só para os moradores próximos a ela, mas também aos usuários como um todo.
Entre o público presente, os moradores do Bairro Barbosa Lage solicitaram à Settra uma atenção quanto à entrada do bairro, que tem casos recorrentes de acidentes e atropelamentos. Carlos Alberto Magalhães disse que todo tipo de requerimento já foi feito e até agora essa situação não mudou. Outro morador, Airã Vieira exaltou que “quem quer não arruma uma desculpa, arruma uma solução”.
O presidente de bairros e distritos de Juiz de Fora (Unijuf), Geraldo Magela, disse que existe um projeto para o Barbosa Lage, desde a época do prefeito Custódio Mattos, de se construir um viaduto e também uma passarela. Entretanto, esta foi iniciada e retirada, pois era um risco, uma vez que impossibilitava a visibilidade dos motoristas que iam entrar no bairro. Geraldo enfatizou o pedido de um estudo técnico, assim como os demais moradores, para a redução da velocidade nesta avenida, principalmente na entrada do Barbosa Lage.
De acordo com o gerente administrativo do Consórcio Intermunicipal de saúde para gerenciamento da rede de urgência e emergência da macro sudeste (Cisdeste), Rafael Miranda, em 2015, o Samu fez 24 atendimentos nesta área; em 2016, 33; e neste ano já foram realizados 12 atendimentos.
O relações institucional da MRS, Gabriel Guedes, apontou o empenho que a empresa tem desenvolvido para que novas medidas protetivas sejam feitas na JK. Além disso, destacou a parceria com a prefeitura para fortalecer as barreiras de segurança entre linha férrea e pedestres.
“Estamos trabalhando com a MRS, que é nossa colaboradora ativa, em busca de segurança para toda a cidade”, afirmou o secretário da Settra, Rodrigo Tortoriello.
Só no primeiro semestre deste ano já foram registradas 5.285 infrações de trânsito, sendo que no mesmo período do ano passado foram 6.095 multas. Em 2016, ocorreram 41 acidentes, com 22 vítimas na linha férrea do Barbosa Lage, sendo este ponto com o maior índice de atropelamentos.
Todavia, o secretário apresentou os novos projetos que vão melhorar esta situação, bem como o trânsito desta localidade. Na entrada e saída do Barbosa Lage (foto 1) e no trevo do Parque de Exposições (foto 2) serão implementados semáforos para redução de velocidade e melhorar a utilização da via pelos pedestres. Rodrigo confirmou que as obras serão entregues até o final do ano.
O líder do Governo, vereador Zé Márcio Garotinho (PV), ressaltou que os condutores utilizam esta via como uma via expressa, o que representa um risco para todos que passam por ali. “Além dos estudos e obras, temos que fazer um trabalho intenso de educação no trânsito naquela área, são atitudes que temos que mudar”, disse.
Os vereadores Pardal e Delegada Sheila (ambos do PTC) salientaram que uma cidade moderna como Juiz de Fora não pode ter uma passagem de trem que causa tantos transtornos para os munícipes. E que o trem deveria ser implementado fora do perímetro urbano.
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