Com o objetivo de verificar as condições de trabalho dos agentes penitenciários, os vereadores Sargento Mello Casal (PTB) e Charlles Evangelista (PP) da Comissão Permanente de Segurança Pública da Câmara visitaram o sistema prisional da cidade nesta quinta-feira, 26. Além da péssima infraestrutura e falta de equipamentos para os agentes trabalharem como coletes balísticos, armamentos, munições e rádio-comunicadores, um quadro assustador foi encontrado nas visitas, principalmente no Ceresp, onde as celas estão superlotadas e falta até água para os detentos. Charlles chegou a afirmar que o local é uma verdadeira “bomba-relógio”.
“Além da falta de infraestrutura de trabalho para os agentes, que precisam ficar o tempo todo vigiando para o local não sair do controle, a superlotação é outro problema grave. O local foi construído para 350 presidiários e hoje temos quase mil”, enfatizou.
Após ver in loco toda esta situação degradante, a comissão, agora, vai montar um relatório de tudo que foi constatado na Central de Escoltas dos agentes penitenciários, no Ceresp, nas penitenciárias José Edson Cavalieri e Ariosvaldo Campos Pires, no Hospital de Toxicômanos Padre Wilson Vale da Costa, na Casa do Albergado José de Alencar Rogêdo e no Centro Socioeducativo de Juiz de Fora.
Segundo o presidente da Comissão, Sargento Mello, o relatório será apresentado na Câmara Municipal e encaminhado para as autoridades do Estado, visando melhores condições de trabalho para a classe. ”Notamos que aqui, como em todo o Estado, está acontecendo um abandono para as classes de segurança. Muitas melhorias nas unidades são feitas pelos próprios agentes, os equipamentos são insuficientes, e as instalações estão em condições precárias”, afirma Mello.
Além da Comissão de Segurança do Legislativo, participaram das visitas a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representantes da Associação do sistema socioeducativo prisional de Juiz de Fora (ASSPRIJUF).
O presidente da ASSPRIJUF, Wanderson Pereira Pires, relatou as principais demandas dos agentes penitenciários. "Em Juiz de Fora contamos com cinco unidades prisionais e o socioeducativo. Nossas principais solicitações são as de melhorias nas condições de trabalho e valorização da classe." Pires também falou sobre a importância da participação da comissão no caso. " Em conjunto com a Comissão de Segurança Pública, nós fizemos essa visita aos sistemas prisionais da cidade, procurando visar as demandas de cada unidade, para assim tomarmos as devidas providências”, finalizou.
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