Publicada em: 11/11/2016 - 428 visualizações

Seminário alerta sobre a gravidade do bullying na escola

Seminário alerta sobre a gravidade do bullying na escola (11/11/2016 00:00:00)
  • Seminário alerta sobre a gravidade do bullying na escola
 
“A escola deve ser um espaço de formação ética e cidadã. Ninguém consegue aprender em um ambiente perverso.” O alerta foi feito por Vinícius de Azevedo Martins, especialista em Bioética pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), durante exposição sobre Bullying na Escola, no encerramento do Seminário Diversidade-Somos Todos Diferentes. O evento foi promovido pelo Centro de Atenção ao Cidadão (CAC) da Câmara Municipal.
 
A violência física ou psicológica, de forma sistemática, em meio a diferença de forças pode ocorrer em qualquer ambiente e até na rua. Por seu caráter heterogêneo e plural, entretanto, a escola acaba sendo o local mais propício para ocorrências. Entre os meninos é mais comum a agressão física. As meninas, por sua vez, lançam mão das intrigas e exclusões do grupo.
 
Vinícius Martins observa que a criança vive na escola a primeira grande experiência de socialização. “Ali encontra outras crianças com pensamentos e condições econômicas distintas, começa a criar vínculos sociais, quer aceitação e fazer parte de um grupo. Esta experiência é vivida, pela primeira vez, sem a presença dos pais.”
 
O problema pode passar despercebido do professor. O profissional também pode participar de alguma violência e até ser vítima. Vinícius Martins afirma que isso é mais comum do que se imagina. Os educadores são muito atingidos principalmente pelo cyberbullying. “Há alunos que detonam os profissionais pelas redes sociais. Protegidos pela tela, acreditam que podem agredir a quem quer que seja”.
 
A intimidação sistemática, como também foi ser definido o bullying, sempre ocorreu, mas começou a ser pesquisada na década de 80. Diz respeito a homofobia, intolerância racial, política, religiosa, a questões de gênero, físicas, psicológicas e até a capacidade de aprendizagem. As consequências são sérias. Há registro de bulimia, síndrome do pânico, diminuição do aprendizado e evasão escolar, entre outros.
 
A identificação do problema é a primeira medida a ser tomada. Vinícius Martins enfatiza a necessidade de todos os funcionários serem capacitados para lidar com o problema e da realização de atividades envolvendo toda comunidade escolar, incluindo pais. “As abordagens na escola, em sala de aula, tornam-se insuficientes se a criança também enfrenta o problema em casa. Segundo ele, a conscientização tem se mostrado a melhor alternativa.
 

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