Publicada em: 07/11/2016 - 258 visualizações

Racismo religioso é abordado em Seminário

Racismo religioso é abordado em Seminário (07/11/2016 00:00:00)
  • Racismo religioso é abordado em Seminário
 
As várias faces do racismo religioso foram abordadas no Seminário Diversidade – Somos Todos Diferentes, promovido pelo Centro de Atenção ao Cidadão (CAC) da Câmara Municipal. Histórias sobre discriminação, a diferença entre intolerância e racismo e o tratamento jurídico da questão revelaram que o problema é atual e precisa ser combatido.
 
A experiência como integrante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), ONG com abrangência nacional, foi relatada por Mariana Gino. A mestranda em História Comparada pela UFRJ, pós-Graduada em Ciência da Religião pela UFJF, explicou que o racismo religioso é associado à origem afro. É sofrido tanto por negros praticantes quanto não praticantes, em função de envolver religiões demonizadas. Pode gerar violência física, psicológica e até patrimonial. Há relatos de pessoas agredidas e casas apedrejadas.
 
A intolerância religiosa, por outro lado, não é vinculada a raça. É enfrentada por pessoas de várias religiões e inclusive ateus. A Constituição Federal e o Código Penal estão entre as leis disponíveis para punir o racismo religioso, mas Lia Manso, Pós-Graduada em Direito Processual e Mestra em Direitos Humanos e Inovações pela UFJF, alertou sobre a dificuldade em enquadrar delitos em função de alguns juízes insistirem em tratar o problema como injúria.

Jorge de Paula dos Santos, do Centro Espírita Santo Antônio de Umbanda, do bairro Dom Bosco, falou sobre sua trajetória de vida, experiência no terreno e contou histórias a respeito de discriminação. Ele atua junta a entidade como Cambono, figura que dá subsídio a entidade incorporada.
 
O evento foi aberto pelo cantor Elmir dos Santos e pela pianista Helen Barra. Eles apresentaram três peças do compositor Marlos Nobre sobre Iemanjá, denominadas Circuito Beira Mar.
 
O Seminário prossegue nesta quarta-feira (09), das 18h30 às 21h, com o tema Educação e Direitos Humanos. Margareth Campos Moreira atuará como mediadora. Ela é Graduada em Psicologia pelo CES, Especialista em Educação com ênfase em Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos pela mesma instituição, além de coordenadora da Supervisão de Atenção da Educação na Diversidade da Prefeitura de Juiz de Fora.
 

Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa
 
 


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