A abordagem sobre Envelhecimento e Doenças Demenciais abriu o Seminário Diversidade 2016 – Somos Todos Diferentes, promovido pelo Centro de Atenção ao Cidadão da Câmara. O médico, Sérgio Fonseca, geriatra pela Estácio de Sá, com Especialização em Neuropsiquiatria Geriátrica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, expôs dados alarmantes. Ele mostrou o acelerado envelhecimento da população no Brasil e no mundo, alertando que a demência de Alzheimer, a mais comum, está diretamente relacionada à idade. Trata-se de uma doença degenerativa, incapacitante, incurável, com sérias consequências para a família. Medicamentos são usados para evitar a progressão.
Ele alertou que em 2025 o número de idosos vai superar o de jovens. A terceira idade representará 15% da população no Brasil. Em 2060 serão 19 milhões de brasileiros idosos acima de 80 anos, em torno da metade com doença de Alzheimer. Sérgio Fonseca ponderou que a prevalência vai triplicar nos próximos 40 anos e que 60% dos pacientes estarão vivendo em países em desenvolvimento, como o Brasil, o que transforma o problema em um desafio. O setor público de Juiz de Fora não dispõe de uma estrutura para diagnóstico e tratamento.
Não há exame para detecção da doença. A interligação entre os neurônios é danificada. A fase pré-clínica dura em média 15 anos e é seguida de quadro de declínio cognitivo leve. Nessa etapa já há algum comprometimento da memória, principalmente para fatos mais recentes. Entre 10% e 15% evoluem para demência, com atrofia do cérebro.
O paciente pode ter alucinações visuais e auditivas, desorientação para tempo e lugar, paranóia, transtornos de conduta e grave transtorno de linguagem. O vocabulário passa a ficar cada vez mais restrito. A pessoa esquece de atos comuns, como o de engolir e andar. As funções executivas, a exemplo de planejamento e compras, também são comprometidas.
Entre os fatores de risco são citados idade, genética própria da pessoa, maior predominância no sexo feminino, baixo nível educacional, história familiar, síndrome metabólica como diabetes, hipotireoidismo não tratado, hipertensão arterial, inatividade física, obesidade e traumatismo crânio encefálico.
Abertura
O evento foi aberto pelo coordenador do projeto Diversidade Somos Todos Diferentes, Fludualdo Talis de Paula, pelo primeiro vice-presidente Zé Márcio (PV), que representou a Mesa Diretora, e pela vereadora Ana do Padre Frederico (PMDB), presidente da Comissão do Idoso do Legislativo. O vereador Wanderson Castelar (PT) também prestigiou o evento. O coral Recordando em Serenata fez uma apresentação.
O Seminário prossegue nesta sexta-feira (04/11) com a abordagem sobre Racismo Religioso, na quarta-feira (09/11) sobre Educação e Direitos Humanos e na sexta-feira (11/11) a respeito do Bullying na Escola. As discussões buscam contribuir na formulação de políticas públicas que atendam a todos os setores da sociedade.
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