Tiro atinge ônibus em tentativa de assalto, três ônibus assaltados, machado é arremessado em direção a coletivo, jovem é esfaqueado em tentativa de assalto no Centro, três assaltos a coletivos na noite de sexta-feira. Essas são algumas das manchetes de jornais citadas pelo vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) em Audiência Pública, nesta terça-feira (25), para revelar a situação enfrentada pelos rodoviários no exercício da função. Betão alertou para pontos de ônibus em locais ermos e circulação de veículos sem câmeras e sistema de alarme, o que contribui para o agravamento do problema. Trabalhadores usaram a palavra para revelar o temor com que vem atuando. O aumento de instrumentos tecnológicos nos ônibus e mudança da localização dos pontos finais foram apontadas como medidas preventivas.
A angústia dos que deixam a família em casa para trabalhar e não sabem se retornam foi relatada por Vagner Evangelista Corrêa, dirigente do Sinttro. A entidade tratou do assunto em reunião na Prefeitura, mas quer voltar a abordá-lo. Os profissionais já receberam orientação da Polícia Militar para permanecer com o mínimo de dinheiro no interior dos carros, mas a insegurança permanece. O aumento da fiscalização pelas autoridades foi reivindicado pelo dirigente sindical.
Os números assustam, reconhece o secretário de Segurança Urbana e Cidadania, José Armando Pinheiro da Silveira, que considera a situação preocupante. Registros encaminhados a ele indicam 23 assaltos durante o ano ou um por semana: cinco ocorreram na Vila Olavo Costa, quatro em Filgueiras, dois na Vila São José e dois na Vila Ideal. José Armando sugeriu o uso de métodos de inteligência em segurança para coibir a violência, como troca dos pontos finais, redução da permanência dos veículos nesses locais e o uso de alarme.
A eliminação do interesse do assaltante nesse tipo de delito é essencial segundo o capitão Reginaldo Teixeira, do 2º BPM, que recomenda aos cobradores a manutenção do mínimo de recursos nos coletivos. A disposição da Polícia Civil em contribuir no atendimento da demanda dos profissionais foi manifestada pelo delegado Felipe Fonseca, que propôs uma reunião com a categoria.
O vereador Wanderson Castelar (PT) defendeu o retorno dos postos policiais nos bairros, aliado ao aumento do efetivo policial nas ruas. O uso intensivo dos meios tecnológicos em defesa dos trabalhadores, incluindo aqui taxistas, e da população foi também ressaltado pelo vereador. Câmeras, uso do botão de pânico e do cartão, ao contrário de moeda, foram apontados como alternativas. Castelar (PT) é a favor da adoção de um esquema especial pelas autoridades no tratamento do problema.
A impossibilidade do retorno dos postos policiais e a necessidade de aumento do efetivo da Polícia Militar também preocupam o vereador Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal-PTC). Pardal lembrou do concurso aberto para quase 500 vagas para policiais e espera que um percentual representativo seja encaminhado para atender a demanda de Juiz de Fora.
Antônio Aguiar (PMDB) questionou o secretário municipal de Segurança sobre a mudança do paradigma de que segurança é atribuição exclusiva do Estado e se o Município já pensa em intervir em repressão e inteligência. José Armando lembrou que a Constituição trata a segurança como responsabilidade de todos e se manifestou a favor da ampliação da guarda para auxiliar a PM e a Polícia Civil.
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