Publicada em: 13/07/2016 - 254 visualizações

Impasse entre produtores rurais e Arcelor permanece

Impasse entre produtores rurais e Arcelor permanece (13/07/2016 00:00:00)
  • Impasse entre produtores rurais e Arcelor permanece
 
O impasse entre a Arcelor Mittal Bio Florestas, braço do Grupo Arcellor Mittal, e produtores rurais de Juiz de Fora e região foi tratado nesta quarta-feira (13) em Audiência Pública na Câmara. A ideia era reunir as partes envolvidas, com a Câmara mediando os entendimentos. A ausência de representante da empresa, entretanto, impediu que o objetivo fosse atingido. Diante disso, a Casa fará gestões em busca de alternativas. Se necessário o Executivo será acionado.

Os produtores firmaram parceria para plantação de eucalipto, destinado a operação da siderúrgica por meio de adesão do Programa Produtor Florestal (PPF). O projeto, entretanto, não foi adiante, deixando os proprietários de terras em dificuldades. Domingos Frederico, do Sindicato Rural de Juiz de Fora, alertou para o problema social criado envolvendo mais de 200 produtores.

Ivan Vidal Milward de Andrade, presidente da Cooperativa dos Produtores de Florestas Sustentáveis da Zona da Mata (COOPFLOS), não acredita em influência da crise econômica, lembrando que a usina de Juiz de Fora é a mais rentável da Arcelor. Só este mês a unidade teria comprado 30 mil toneladas de ferro gusa, além disso está adquirindo carvão de áreas muito mais distantes.

O advogado da cooperativa, Lucas Batituci, tem conhecimento de que a empresa tem chamado produtores isoladamente e feito propostas inaceitáveis, recomendando que abram mão de seus direitos. Apesar dos fatos, reafirmou o desejo de dialogar com a empresa.

A extensão do problema é demonstrado pelo relato do produtor Ronaldo Mendes de Souza. Ele disponibilizou 250 hectares da fazenda de sua propriedade para plantio de eucalipto. Conforme seu relato, o projeto foi bem conduzido nos primeiros seis anos. A partir daí surgiram problemas. Nos vários contatos mantidos com a Arcelor foram solicitadas providências, mas Ronaldo Souza informou que nada aconteceu. As dívidas começaram a vencer e ele não teve outra alternativa a não ser vender a fazenda e recorrer a Justiça.


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