O presidente do Sindicato dos Taxistas e Transporte Autônomo de Passageiros, Aparecido Fagundes da Silva, e o representante da Associação dos Condutores Autônomos do Serviço de Táxi (Acast), José Moreira de Paula, solicitaram intervenção da Câmara para a superação de problemas que estão comprometendo a renda dos profissionais. A Comissão Permanente de Transporte e o líder do Governo foram designados para agendar reunião com o prefeito e o secretário de Transporte e tentar superar o impasse.
Os sindicalistas chamaram atenção para a perda de permissão em definitivo devido a problemas enfrentados por profissionais para renovação do alvará. José de Paula afirma que 15 já foram prejudicados em função de inobservância de prazo ou ausência de habilitação, geralmente por problemas de saúde, entre outros requisitos. Aparecido da Silva sustenta que antes de cassar a permissão, é prevista aplicação de multa, porém o município tem optado por medidas definitivas.
No momento em que convoca um novo taxista para operar na vaga do que teve a permissão revogada, a Prefeitura gera outro problema, já que aquele que sofreu a penalidade recorre à Justiça. No caso de ganho na esfera judicial, Aparecido da Silva afirma que há acréscimo de profissional no mercado, reduzindo o ganho geral da categoria. “Está prevista a circulação de 650 táxis na cidade, mas esse número pode chegar a 850 no ano que vem. Juiz de Fora não suporta uma quantidade tão grande de carros. Não vamos conseguir sobreviver,” afirmou.
Os representantes dos trabalhadores ainda fizeram ponderações quanto à obrigatoriedade de 30 horas semanais de trabalho. Segundo eles, a exigência causa dificuldades pela inexistência de passageiros em determinados horários.
Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa