A violência contra pessoas com mais de 60 anos é uma realidade. O problema voltou a ser levantado em Audiência Pública nesta terça-feira (05) quando foi feito alerta sobre o aumento dos registros na cidade. Relatos feitos confirmam que a maior parte das ocorrências envolvem pessoas muito próximas, como familiares. Incentivo a denúncias, investimentos em campanhas educativas e na criação de equipamentos, como o Centro Dia, foram algumas das propostas apresentadas para reverter o quadro.
Números divulgados pelo secretário de Desenvolvimento Social, Abrahão Ribeiro, alertam para a gravidade do problema. Entre janeiro e maio de 2016, os Creas registraram 343 casos de violência intrafamiliar e 642 por negligência ou abandono familiar.
Ione Barbosa, delegada da Mulher, fez o relato de um caso que provocou comoção. Trata-se de uma senhora cega de 92 anos, abandonada pelo filho sem água, alimentos e medicamentos por três dias até ser socorrida pelos vizinhos.
O delegado Márcio Lopes, que ficará a frente do Núcleo de Atendimento ao Idoso da Polícia Civil, a ser inaugurado em agosto, reconheceu o aumento dos casos, mas deu ênfase ao trabalho permanente para diminuir a sensação de insegurança.
Propostas sobre o que pode ser feito para mudar a situação também foram feitas. O assistente social José Anísio Pitico da Silva aplaudiu a criação do Núcleo que vai operar no Shopping Santa Cruz, porém ressaltou a importância da unidade dispor de servidores capacitados para trabalhar com idosos. Pitico defendeu ainda campanhas educativas, capazes de conscientizar a comunidade sobre o valor dos mais velhos.
A experiência positiva da Casa da Mulher, que concentra em um mesmo espaço físico a Polícia Civil, a Defensoria Pública e a Prefeitura, pode servir de modelo para atendimento à terceira idade, conforme aposta do secretário de Governo, José Sóter de Figueirôa. Ele ainda considera importante o início da operação do Centro Dia.
Abrahão Ribeiro citou programas de proteção básica e especial já desenvolvidos pelo poder público como o Centro de Convivência do Idoso, que recebe 1.100 usuários, com unidades estendidas aos bairros, além de convênios com abrigos permitem a proteção continuada.
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