A instalação de pontos livres de táxis em Juiz de Fora foi o tema da audiência pública desta quarta-feira, 22. A iniciativa partiu do vereador Julio Gasparette (PMDB) após representantes da categoria solicitarem a liberação destas áreas para toda a frota. Uma das maiores preocupações é a superlotação de veículos nos pontos do centro da cidade e afastamento dos veículos dos bairros.
Julio Gasparette é autor do projeto de lei que determina a instalação dos pontos livres na cidade, mas antes de iniciar a tramitação, convocou a audiência para o posicionamento de permissionários e auxiliares.
As opiniões são variadas. Muitos profissionais defendem os pontos livres, como é o caso do taxista Marcos Costa, representante do sindicato dos auxiliares, que lembrou a importância da distribuição dos veículos em toda a cidade, incluindo os adaptados. Ele citou como exemplo as capitais Belo Horizonte e São Paulo que trabalham com o ponto livre. “O critério da regulamentação feita há mais de 50 anos é injusto. O táxi no ponto 1, do Parque Halfeld é melhor?”, questionou.
A resposta veio após a indagação de Hélio Oliveira de que, quando o profissional participa da licitação, está pré-determinado em qual ponto seu veículo devera ser dirigido.
A cobrança de um estudo da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) para a implantação do ponto livre para beneficiar taxistas e usuários foi consensual entre a classe. Assim como a fiscalização aos taxistas nos pontos. Atualmente, são 2635 taxistas regularizados, 629 táxis, 82 pontos fixos e mais de 80 livres.
Recentemente, 105 novos táxis começaram a circular em Juiz de Fora, mas os taxistas lembraram que nenhum ponto foi criado ou até mesmo ampliado. O secretário de Transporte e Trânsito, Rodrigo Tortoriello disse não haver um consenso sobre a questão. A intenção é criar pontos com duas vagas distribuídos por toda a cidade.
Os vereadores lembraram que é importante a união da classe para que eles decidam qual é a melhor definição dos pontos para o dia a dia do serviço.
Julio Gasparette finalizou a audiência pública cobrando engajamento da categoria, sendo permissionário ou auxiliar, com a Settra para definição se os pontos devem ou não serem livres. “Eles devem decidir o que é melhor para eles para, depois, nós decidirmos”. Após o posicionamento da maioria, o projeto de lei será votado pela Câmara.
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