Os taxistas prestam um serviço importante à população e têm direito de fazer isso com segurança. O presidente da Câmara, Rodrigo Mattos (PSDB), abriu a Audiência Pública desta quinta-feira (19) com essas ponderações e reivindicação de aumento da presença da Polícia Militar nas ruas, por meio da operação Para Pedro, e maior rigor na apuração de crimes contra taxistas pela Polícia Civil. Dessa forma, o presidente acredita que a violência contra os trabalhadores será reduzida. O assunto voltou a ganhar ênfase devido ao recente assalto com esfaqueamento.
Os profissionais reconheceram que nos últimos dias a PM tem sido mais rápida no atendimento a ocorrências. Capitão Rocha, representante do Comandante do 2º Batalhão Militar, anunciou reunião com os representantes dos taxistas na próxima semana, inclusive para identificar as áreas de maior risco. De imediato, o militar propôs a criação de uma mesa de contato permanente com as lideranças sindicais e informou sobre aumento da operação Para Pedro desde o ano passado, o que não o impediu de admitir a possibilidade de aprimoramento.
A criação da delegacia especilizada em repressão a roubo a taxista, estabelecimentos comerciais, latrocínio a residências e sequestro relâmpago vão, na opinião do delegado Rafael Gomes de Oliveira, aumentar índice de apuração, identificação e prisão dos responsáveis pelos crimes.
Consultas feitas pela Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) apontou a receptividade dos trabalhadores pela câmera de segurança e GPS com rastreador de pânico. O secretário Rodrigo Tortoriello informou que esses itens foram cobrados na licitação para os novos táxis. A partir de 4 de agosto, a biometria começa a ser exigida e a câmera até o final do ano.
A legislação de proteção aos taxistas também é expressiva. Há uma lei que permite ao profissional pedir a identificação do passageiro. O dispositivo, proposto pelo então vereador Antônio Jorge, está em vigor e pode ser usado pelos profissionais.
O vereador Julio Gasparette (PMDB), por sua vez, acaba de entrar com projeto que propõe a instalação de instrumentos que buscam preservar a vida dos trabalhadores e dos usuários: luminoso sobre a capota com a palavra Táxi, câmara filmadora com gravador de imagem, Sistema de Posicionamento Global (GPS) com botão de pânico, além de taxímetro acoplado a leitor biométrico.
Aliado ao uso dos equipamentos, o vereador pregou a união da categoria, que possui vários representantes, para obtenção de resultados mais eficazes no atendimento às reivindicações. Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal-PTC) também fez apelo a união, lembrando que todos estão em busca do melhor para os trabalhadores.
A biometria também foi defendida pelo vereador Wanderson Castelar (PT). Ele acredita que o equipamento vai inibir ação de marginais, assim como o uso de cartões de crédito e débito para pagamento da corrida. A adoção do bilhete único para o usuário foi considerada a melhor alternativa por André Mariano (PSC), porque eliminaria completamente a manutenção de dinheiro no carro e consequentemente o interesse dos marginais.
José Emanuel, autor da lei que determina o uso do luminoso que indica se o carro está livre ou ocupado, aponta a instalação de câmeras como essencial e recomendou que os trabalhadores o façam já, apostando em resultados imediatos, a exemplo que ocorreu com os ônibus coletivos.
Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa