Saímos de casa e não sabemos se vamos voltar”. O desabado foi feito pelo taxista auxiliar Márcio Guedes nesta terça-feira, 17, na Câmara Municipal, durante reunião plenária interrompida para manifestação da categoria, indignada com mais um assalto com esfaqueamento de um profissional. Sensibilizado, o presidente Rodrigo Mattos (PSDB) anunciou a convocação de Audiência Pública, em caráter de urgência, nesta quinta-feira (19), às 14h, com participação da Polícia Militar, Polícia Civil e Prefeitura.
Guedes, que já foi assaltado duas vezes e também esfaqueado, reclamou do descaso da segurança e reivindicou medidas para coibir a violência como cabine blindada e sistema de GPS. “Queremos que as autoridades olhem por nós, por nossas vidas”, disse.
O apoio dos vereadores foi imediato. Roberto Cupolillo (Betão-PT) lembrou que a violência ocorre normalmente à noite, quando trabalham os auxiliares e se pronunciou a favor do uso de mecanismos de segurança, além dos citados, aliados à organização por meio de Sindicato representativo especificamente da categoria. Wanderson Castelar (PT) sugeriu a adoção da identificação digital, considerando-a simples e eficiente.
José Laerte (PSDB) entende que é hora de tratar o problema com a seriedade que exige. Ele alertou que o auxiliar é explorado durante todo o dia e a necessidade de circulação de veículos em melhores condições.
A vulnerabilidade existe e deve ser abordada com rapidez, afirmou Antônio Aguiar (PMDB), que propôs encaminhamento de representação, com a assinatura dos 19 vereadores, dirigida ao comando da PM para início imediato da operação Para Pedro.
Nilton Militão (PTC) se solidarizou com os auxiliares, focando nas questões que levantaram. “Eles vieram com um objetivo e precisam de uma resposta”, disse.
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