O acesso a água tratada volta a ser reivindicado por moradores de Humaitá, agora por meio da Comissão de Telefonia da Câmara, acionada em recente visita ao povoado. O problema foi levado ao promotor do meio ambiente, Alex Santiago, nesta quinta-feira (12), pelos vereadores Vagner de Oliveira (PSC) e Chico Evangelista (PROS) em conjunto com uma comissão comunitária. A promotoria deliberou pela instalação de inquérito civil para apuração dos fatos, seguida de oficialização à Cesama e agendamento de reunião para conhecer as condições da empresa de atender a localidade. A perfuração de um poço artesiano foi uma das possibilidades levantadas.
A presidente da Associação dos Moradores, Lenir Maria de Almeida, levou um vidro com água turva para mostrar a gravidade da situação. Cerca de l,2 mil pessoas são abastecidas por um açude dentro de propriedade particular. A aproximadamente 10 metros existe um curral. Quando chove, dejetos são levados pelas águas.
O produto é usado para todas as atividades, exceto beber e cozinhar. Para estas destinações, os moradores recorrem às minas, que também fornecem água imprópria para consumo. Doenças de pele e diarréias estão entre os problemas de saúde enfrentados.
Luiz Fernando de Almeida, também morador de Humaitá, relatou que a comunidade se encarrega de administrar todo o sistema, corrigindo vazamentos e rompimentos de rede. Ele alerta para o agravamento da situação nos últimos anos em função do aumento da população e consequentemente das intervenções. O movimento cresce principalmente aos finais de semana, quando o povoado recebe visitantes.
O reservatório de Humaitá não comporta a demanda. Mais duas caixas de água de 10 mil litros foram disponibilizadas. A interligação, entretanto, ainda não foi realizada.
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