Publicada em: 27/04/2016 - 211 visualizações

Câmara e educadores preparam diagnóstico para combater violência nas escolas

Câmara e educadores preparam diagnóstico para combater violência nas escolas (27/04/2016 00:00:00)
  • Câmara e educadores preparam diagnóstico para combater violência nas escolas
 
Marcando a Semana da Segurança Escolar, os vereadores das comissões de segurança pública, educação e direitos da criança e do adolescente realizaram na tarde desta quarta-feira, 27, o Fórum de Segurança Escolar, com representantes de diversas escolas do município. O objetivo é traçar as principais demandas das instituições.
 
Violência, arrombamentos, rixas entre bairros, alta rotatividade de professores e uso de drogas foram os principais problemas apontados. Entre os mediadores do debate estavam os vereadores Jucelio Maria (PSB), Wanderson Castelar (PT) e Ana do Padre Frederico (PMDB).
 
Castelar é autor da lei que cria a área de segurança escolar no entorno das escolas e, para ele, a importância do fórum é atualizar os dados envolvendo violências no interior e exterior das escolas. Em 2015, a norma jurídica foi apresentada aos estabelecimentos e, neste ano, a intenção é apresentar um diagnóstico com as demandas para o Executivo e Polícia Militar.
 
O diretor da Escola Estadual Deputado Olavo Costa, André Avelar, apontou a falta de pertencimento dos estudantes a escola devido à falta de identificação com o território, como o principal problema. A escola, situada no Bairro Monte Castelo, atende alunos das comunidades do Esplanada, Jardim Cachoeira e Parque das Águas. “Os bairros os separam e a escola os une, mesmo sendo jovens de classe econômica similar, brigas são frequentes. Com o empreendimento do programa federal Minha Casa Minha Vida, os estudantes sentem-se como intrusos”, disse.
 
A ideia foi compartilhada pelo diretor da Escola Municipal Prefeito Dilermando Filho, no Bairro Vila Ideal. Rogério de Freitas enfatizou que a ausência de políticas públicas e da intersetorialidade no Executivo faz com que os problemas ocorram.
 
Preocupada com a dependência química, Sandra Gomes, diretora da Escola Teodoro Coelho, no Jóquei Clube, cobra ações para combater o uso de drogas entre os jovens. A escola já foi arrombada diversas vezes.
 
Acolhimento, diálogo, aproximação entre escola, família e comunidade foram apontados por diversos educadores como formas de enfrentar os problemas que atingem as escolas de Juiz de Fora. O retorno de jogos intercolegiais, tendo o esporte como fator de envolvimento de alunos de diferentes escolas, foi lembrado pelo diretor do Centro Educacional Herval da Cruz Braz.
 
De acordo com o Sargento Paulo Henrique, responsável pelo patrulhamento de 37 escolas na área central, a falta de contingente policial é uma realidade. Para ele, o trabalho em conjunto com professores, diretores e sociedade é essencial para garantir a segurança no entorno dos estabelecimentos.
 
Os representantes das escolas da cidade irão responder um questionário que será encaminhado às comissões da Câmara. No próximo dia 12 de maio, acontecerá um novo encontro no Legislativo com síntese das demandas por meio de eixos com proposição para cada um.
 
 
Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa
 


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