A Defesa Civil, o Crea e o Ministério Público de Defesa do Consumidor serão acionados pela Câmara Municipal, por meio do vice-presidente Zé Márcio (PV), em defesa dos proprietários de 16 apartamentos e duas lojas no prédio ameaçado de desabamento no Jardim dos Alfineiros, Zona Norte. As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira, 13, em entrevista coletiva concedida pelo vereador, moradores e o advogado que os representa, Pedro Moura.
Zé Márcio fez o histórico do problema e ressaltou que os procedimentos da construtora Sanlus Domine Engenharia fogem aos padrões normais, inclusive ao dificultar contatos. O vereador, que também é engenheiro, ainda não fez análise técnica do imóvel, mas ponderou que soluções são possíveis desde que haja projeto técnico e recursos disponíveis.
Pedro Moura relatou que os problemas com a empresa começaram com o atraso na entrega das unidades e alertou para o descaso com os moradores e com o judiciário, que expediu liminar determinando procedimentos de engenharia necessários para garantir a entrada nos imóveis para retirada dos pertences. Segundo ele, quando não estão parados, os trabalhos seguem lentamente. A empresa teria que arcar com a moradia dos desalojados, mas o pagamento do hotel foi por apenas 48 horas e os depósitos para pagamento dos aluguéis não foram processados. A determinação de manter vigia no prédio para evitar saques também foi descumprida. O profissional teria permanecido por poucos dias e desapareceu quando foi iniciado o escoramento do imóvel. Com isso, vários objetos foram furtados.
O advogado entrou com medidas judiciais de agravamento da multa e alerta que a empresa está construindo novo prédio nas proximidades e, mesmo tendo sido interditado, continua vendendo unidades.
Em meio a tudo isso, existe uma pessoa que se apresenta como sócio da construtora, responde por todos os procedimentos, entretanto não tem seu nome na razão social. Mais uma questão a ser apurada.
Moradores, que participaram da coletiva, relataram momentos angustiantes. As famílias estão arcando com gastos extras com aluguéis e novos problemas, como a perda de empregos. A família de Fábio César Rodrigues teve que mudar para outra região da cidade, o que gerou transtornos.
Outra situação preocupante envolve morador de uma casa ao lado do prédio. O imóvel também foi interditado. Mas ele retornou ao local, uma vez que não pode arcar com o aluguel.
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