Publicada em: 12/01/2016 - 302 visualizações

Câmara pode proibir uso de linha chilena

Câmara pode proibir uso de linha chilena (12/01/2016 00:00:00)
  • Câmara pode proibir uso de linha chilena
 
A Câmara caminha para proibir o uso da linha chilena em Juiz de Fora. Projeto de lei do vereador Zé Márcio (PV) foi aprovado nesta segunda-feira (11/01) em primeira discussão. O dispositivo proíbe o comércio de linhas cortantes, oriundas da combinação entre cola de madeira, óxido de alumínio, silício e quartzo moído. Trata-se de um produto com potencial de corte muita acima do cerol.

A linha é comercializada em grandes rolos. Os primeiros metros não têm grande potencial. Os demais, entretanto, são altamente cortantes, com sérios riscos para as próprias crianças, pedestres, ciclistas, paraquedistas, skatistas e motociclistas. “Vários são os danos materiais, lesões corporais, muitas de natureza grave, que acontecem, com bastante frequência, devido ao uso e comercialização indiscriminada deste produto em todo território nacional,” alerta.

Vários vereadores usaram a palavra para apoiar a iniciativa. Chico Evangelista (PROS) enfatizou a importância da fiscalização, preocupando-se principalmente com o risco de vida para motoqueiros. O Fiscaliza JF, serviço criado pela Câmara para cobrar cumprimento de leis aprovadas, pode, na opinião de Antônio Aguiar (PMDB), ser acionado.

Nilton Militão (PTC) considera a linha chilena “uma arma letal nas mãos de crianças sem consciência do perigo”. Da mesma forma, Wanderson Castelar (PT) alertou para o “extremo risco” propondo a proibição também para o uso do cerol.

Pelo projeto, os infratores estarão sujeitos a multa de R$ 500, sem prejuízo de sanções penais. Em caso de reincidência, o valor dobra. A responsabilidade pela fiscalização será da Prefeitura, mas Zé Márcio defende ainda campanhas de esclarecimento sobre os riscos para todos.
 

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