Publicada em: 07/01/2016 - 203 visualizações

Declaração de emergência na saúde mobiliza vereadores

Declaração de emergência na saúde mobiliza vereadores (07/01/2016 00:00:00)
  • Declaração de emergência na saúde mobiliza vereadores
 
A reunião plenária desta quinta-feira (07) teve a saúde como centro dos debates. O decreto do prefeito Bruno Siqueira declarando emergência no setor gerou análise sobre o quadro atual e o que pode ser feito para melhorar. Por entender que a solução passa pelo Governo federal, Julio Gasparette (PMDB) se manifestou a favor de Audiência Pública com a participação do secretário de Estado e o Ministro da pasta. O líder do governo Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal-PTC) acha que chegou o momento de recorrer aos parlamentares estaduais e federais eleitos pela cidade que podem ajudar com emendas.
 
A união de forças foi pregada por Zé Márcio (PV), que acha o momento apropriado para se deixar de procurar culpados e começar a busca por solução. Jucelio Maria (PSB) fez dele as palavras do colega vereador, porém entende que existem sim responsáveis e responsabilidades pela situação.
 
O decreto é visto pelo vereador Antônio Aguiar (PMDB) como uma ação preventiva devido às dificuldades do município em contratar e obter insumos. O vereador ainda ponderou que os médicos e dentistas estão entre os profissionais de nível superior com menor remuneração no município e lembrou que a categoria não se limita a pedir mais salário mas, também, melhores condições de trabalho.
 
O problema é amplo, afirma José Mansueto Fiorilo (PDT), também da Comissão de Saúde. O legislador alerta para a falta de leitos equipados de UTI e o desinteresse dos hospitais em investir em função da falta de meios para receber de forma adequada pelo serviço prestado.
 
Quando retornou à Câmara, em janeiro de 2015, José Emanuel (PSC) disse ter sido taxado de repetitivo por falar exaustivamente em saúde. Hoje o prefeito reconhece o colapso, o que o leva a insistir na transferência de recursos da publicidade para o setor. José Emanuel ainda reafirmou que continuará exercendo a sua função de fiscalizador, mantendo uma postura crítica em relação ao quadro.
 
Léo de Oliveira (PMN), por sua vez, alertou que o quadro pode ser agravado com o aumento dos custos para os usuários devido a aprovação, pelo Congresso,e sanção da presidente Dilma Roussef, da abertura do capital estrangeiro para a saúde. Ele advertiu que a rede privada já possui mais médicos do que o SUS, do qual dependem 75% dos brasileiros. “A saúde caminha para ser um bem de consumo e aí salve-se quem puder,” lamentou.
 
De José Laerte (PSDB) partiu a ponderação sobre a importância da Secretaria da Saúde e o forte simbolismo na ocupação da pasta. Ele observa que a manutenção de interino por longo prazo tem repercussões negativas em função de expectativas dos servidores e prestadores de serviço.
 
 
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