A Petrobras não está quebrada. É atingida pela taxa de câmbio e pelo baixo valor do barril em nível internacional, que caiu de 106 dólares para 45. Mesmo nesse cenário, a empresa cresceu 6% e mantém sua dívida em dólar no mesmo patamar, em torno de 105 bilhões, além de deter a maior descoberta dos últimos anos: o pré sal. Os dados foram apresentados em Audiência Pública nesta quinta-feira (03) por Leonardo Urpia, diretor jurídico da Federação Única dos Petroleiros, entidade que representa mais de350 mil trabalhadores. O debate, proposto pelo vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT), se transformou em um ato político em defesa da maior companhia do Brasil.
Um histórico mostrou a trajetória da empresa. Em 2000, o governo decidiu reinvestir na estatal. A descoberta do pré sal em 2006 gerou uma nova legislação no ano seguinte. O Brasil subiu da 16ª posição para a terceira/quarta em reserva do mundo, com perspectiva de produção de mais de 15 bilhões de barris de petróleo. Urbia alerta para o interesse das empresas privadas em ter acesso a reservas, momento em que defendeu a Petrobrás como empresa pública em função de atuar com um recurso energético e estratégico para a economia. Até Juiz de Fora se beneficia com repasse 3 milhões anuais em royalties por dispor de duas unidades: a única termoelétrica flex do mundo, que opera tanto com gás natural e etanol, e Transpetro. O dado é da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Em meio a ampla exposição, Urbia chamou atenção para ataques por meio de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. Um deles quer tirar da Petrobrás do controle estatal, outro não quer a empresa como única exploradora do pré-sal.
O vereador Antônio Aguiar (PMDB) se sentiu contemplado com a informação de que a Petrobrás tem capacidade para explorar o pré sal e reconheceu a sua importância para a soberania nacional. O vereador Zé Márcio (PV) questionou sobre o que pode ser feito para proteger a empresa da má gestão de indicados para cargos da diretoria. O sindicalista informou que os trabalhadores querem a presença cada vez maior do Estado junto à empresa de forma a que exerça sua função social.
Representantes de vários segmentos da sociedade organizada fizeram pronunciamentos de apoio a empresa. Entre eles o de Franco Gróia, da CUT Regional Zona da Mata; Giliard Tenório, presidente do PT de Juiz de Fora; Gabriela Rodrigues de Castro, da Juventude e Revolução; Flávio Bitarello, coordenador do Sinpro e Ruanito Alexandre Vieira, membro do Diálogo e Ação Petista.
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