Juiz de Fora necessita de mais dez residências terapêuticas para receber 80 pacientes psiquiátricos remanescentes no Hospital Ana Nery. A informação é do vereador José Laerte (PSDB) que promoveu o processo de desinstitucionalização durante o atual governo, quando à frente da Secretaria Municipal de Saúde. O legislador ocupou a tribuna da Câmara para reconhecer os avanços alcançados com a reforma psiquiátrica brasileira, que repercutiram na cidade com a substituição de hospitais por unidades de atendimento a pequenos grupos.
Durante pronunciamento José Laerte solicitou que a Comissão de Saúde da Câmara, que faz visitas às diversas unidades, informe com antecedência aos atendidos quando decidir conhecer as residências terapêuticas. Ele informa que todos os visitantes são bem recebidos, porém faz a recomendação “em respeito à dignidade e cidadania resgatadas pelo segmento”.
Em 2006, havia no país 226 hospitais psiquiátricos, a maioria asilares, com 41 mil leitos. Juiz de Fora possuía sete com aproximadamente 1,2 mil pacientes. Junto com Barbacena e Belo Horizonte, integrava o circuito psiquiátrico mineiro. Desde então, houve redução de 40%, ou seja, só 160 foram mantidos em nível nacional. “A política mental tem avançado e com responsabilidade. Não estão sendo criadas novas situações de abandono e os que saíram das instituições hospitalares o fizeram na condição de cidadãos”, disse.
A residência terapêutica foi citada como uma forma humanizada de devolver dignidade as pessoas. “Essas unidades funcionam no mesmo sistema de uma república. Ali os pacientes moram com mais dignidade e liberdade. Muitos conseguiram o benefício “De volta para casa” e começam a interagir com a comunidade “, disse. O vereador observou que em função do longo tempo de permanência longe da sociedade, a maioria não dispunha de documentos, perdeu vínculo afetivo com as famílias e não sabia mais conduzir sua vida financeira.
Informações:3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa