Uma mulher quer que o pai do seu filho participe mais da vida da criança, um casal separado não consegue entendimento sobre as visitas à filha, um jovem busca o reconhecimento da paternidade. Esses estão entre alguns dos casos em andamento no Polo de Mediação de Conflitos da Câmara. A transferência dos setores administrativos da Câmara para dois andares do prédio do INSS vai repercutir de imediato na melhoria dos serviços de atendimento ao público. A destinação de todo o saguão do Palácio Barbosa Lima para esse fim permitirá à equipe do Polo de Mediação de Conflitos contar com sala exclusiva para realização do trabalho. “Precisamos de um ambiente de paz e privacidade,” afirma a advogada Cristiane Mara Teixeira Silva, integrante do grupo. Por enquanto, a maioria das sessões estão sendo realizadas na sala dos vereadores.
Cristiane esclarece que a mediação funciona bem quando há relações continuadas entre as partes. A ideia é fazer com que os envolvidos tenham condições de tomar decisões e segui-las sem a necessidade da intervenção da Justiça. O entendimento é construído a partir de reuniões individuais, seguida das conjuntas. Essa fase é alcançada quando surgem condições de diálogo.
O Polo foi estruturado por meio de convênio com a UFJF. A equipe da Câmara fez cursos e trocou conhecimentos com profissionais experientes. Um deles foi cedido pela Federal para acompanhar a implantação da unidade da Câmara. A equipe é integrada por dez pessoas, entre elas dois advogados, uma assistente social, três servidores efetivos e quatro estagiários.
A resolução de conflitos, por meio de mediação, evitando que sejam levados ao Judiário é um dos principais objetivos. A criação do Polo surgiu da observação do tipo de demanda recebida diariamente pelo Centro de Atenção ao Cidadão (CAC) e a compatibilidade com esta forma de solução de conflitos nas relações sociais.
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