Publicada em: 02/07/2015 - 197 visualizações

Livro Memórias da Repressão é lançado na Câmara

Livro Memórias da Repressão é lançado na Câmara (02/07/2015 00:00:00)
  • Livro Memórias da Repressão é lançado na Câmara
 
Cinquenta anos depois do protagonismo exercido na deflagração do golpe civil militar de 1964, Juiz de Fora decide revisitar seu passado, indagando, através da Comissão Municipal da Verdade, sobre o que oculta a história oficial do período. Que surpresas se revelariam se percorridos os desvãos da memória dos alijados daquela versão oficial e a documentação esquecida nos arquivos de instituições que compunham a cenografia do regime autoritário? Algo que logo se impôs a todos da Comissão e não se pode classificar como “surpresa” é que a consumação do golpe foi possível porque contou com o apoio de segmentos da sociedade civil, como políticos, empresários, setores da Igreja Católica, entre outros, o que justifica a expressão “golpe civil-militar”.

O trecho acima faz parte do texto de abertura do livro Memórias da repressão - relatório da Comissão Municipal da Verdade, lançado na noite desta quarta-feira, 1º, na Câmara Municipal. A obra é o resultado de reuniões, investigações, visitas a órgãos públicos, busca em arquivos e coleta de depoimentos realizados durante um ano pela comissão. O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Mattos, abriu oficialmente a solenidade afirmando que “é com enorme satisfação que a câmara abre suas portas para o lançamento desta obra que vai elucidar os fatos e injustiças ocorridas durante o período da ditadura militar”.

A solenidade contou com diversas autoridades e representantes da sociedade, inclusive os advogados que defenderam vários presos políticos Obregon Gonçalves e Modesto Silveira. A tiragem de mil exemplares será doada a bibliotecas, arquivos, instituições de ensino e entidades parceiras.

O livro representa o primeiro documento público produzido em âmbito municipal com o objetivo de contextualizar o sistema repressivo em Juiz de Fora entre 1964 e 1985. A obra reúne em seis capítulos e 272 páginas a apuração no curto período de funcionamento da Comissão Municipal da Verdade de Juiz de Fora (CMV-JF), mas simboliza o esforço da CMV-JF em recuperar a memória dos tempos de chumbo na cidade.


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