A partir do próximo dia 20, os juiz-foranos irão pagar R$ 2,50 na passagem de ônibus. O aumento equivale a 11,1%, valor superior à inflação do período, 8,47%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de transporte e trânsito, Rodrigo Tortoriello, em audiência pública na manhã desta sexta-feira, 12, atendendo a Lei 11.755, de 2009 que estipula a realização da apresentação da planilha de Cálculo Tarifário quando houver aumento na tarifa do transporte público.
Os vereadores não têm a prerrogativa de votação no caso de aumento no valor da passagem. A decisão do reajuste foi tomada na noite da última quinta-feira, 11,, quando o Conselho Municipal de Transporte, formado por representantes do governo, empresários e sociedade, votou a favor do aumento, por 11 a 6.
De acordo com Rodrigo Tortoriello, o reajuste leva em consideração custos fixos e variáveis como combustível, óleos, rodagem, depreciação e remuneração. “Somados os custos chegamos ao valor de R$4,87, sendo que por passageiro chega a R$2,52. Ainda com esse aumento temos a menor tarifa do Estado. Trabalhamos pelo menor impacto para a população com a crise econômica atual”, destacou.
Segundo o secretário, são 8,5 milhões por mês de usuários pagantes na cidade que transitam em cerca de 260 linhas. A pesquisa apontou no último ano diminuição de 2% de passageiros.
Representantes de movimentos sindicais dos bancários e correios participaram do encontro. Robson Marques e Reginaldo Souza enfatizaram a importância da participação popular, o que não ocorreu na reunião do conselho nem na audiência pública devido ao horário comercial.
O vereador José Emanuel (PSC) cobrou uma ampla discussão sobre o reajuste e enfatizou a impossibilidade do vereador votar contra o aumento. O parlamentar também defendeu os trabalhadores do transporte público quando destacou que esses profissionais não têm participação nos lucros das empresas. Ele solicitou ainda para que o Executivo não publique o decreto.
Chico Evangelista (PROS) também se mostrou contra o aumento e destacou os reajustes nas contas de luz, água e principalmente os altos preços nos mercados para os itens da cesta básica. “E a planilha de gastos do trabalhador brasileiro, quem paga esse aumento?”
Sobre a audiência pública, Roberto Cupolillo (Betão-PT) disse que o debate não é válido já que os vereadores não podem se manifestar. O vereador destacou que o lucro dos empresários é de 12% sobre o capital investido e cobrou a municipalização do transporte público.
Ao encerrar a apresentação, o secretário de transporte lembrou que uma reivindicação antiga da comunidade está em andamento, a licitação. Ele ainda destacou a coragem e o comprometimento da prefeitura para realizá-la.
O último reajuste na tarifa foi feito em outubro do último ano, quando a passagem subiu de R$ 2,05 para R$ 2,25 o equivalente a 9,8%.
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