A defesa da transformação do que foi construído da BR 440 em via integradora foi recorrente na audiência pública desta terça-feira, 26, realizada por iniciativa do vereador Wanderson Castelar (PT). Ele entende que o desejo dos moradores pode e deve ser materializado com sua inclusão no Plano Diretor compatibilizado como Plano de Mobilidade Urbana. Os dois estão em andamento.
Um vídeo foi exibido pelo subsecretário de Planejamento e Gestão, Álvaro Gianini, mostrando as etapas cumpridas do Plano até agora. Todo o material recolhido está sendo avaliado para produção de um pré-projeto a ser submetido na conferência final. Segundo ele, a via São Pedro está sendo tratada como estruturadora de toda região, com papel, em médio e longo prazo, de canalizadora do transporte coletivo. Uma vez terminada a obra, a Prefeitura pretende municipalizá-la. O término é a melhor alternativa na opinião do secretário de Obras, Amaury Coury, inclusive por possibilitar a solução de questões como drenagem.
Julio Gasparette (PMDB) lembrou que a cidade cresceu muito, o que exige a abertura de estradas. Ele concorda com as ponderações feitas pelos moradores quanto à rodovia, mas enfatizou que o prefeito já manifestou interesse em concretizar uma via urbana e conclamou a união de todos em torno da proposta para sua execução o mais rápido possível.
“Até agora houve muito investimento”, disse João do Joaninho (DEM), morador da cidade alta há mais de 20 anos. Ele é também por uma via integradora e continuidade da obra até o Casablanca. O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT), entretanto, ponderou que não há meios de continuar a obra após o campo do união, e assinalou que pelo menos uma mata vai ser afetada.
Projeto de engenharia bem elaborado não passa próximo a nascentes e matas, alertou o professor César Bara, do Núcleo de Análise Geo Ambiental da UFJF, que afirmou que a empresa que vai continuar a obra omitiu um córrego. Eduardo Lucas, do Instituto de Ação Urbana, também fez críticas considerando o projeto de engenharia absurdo.”Há crimes ambientais de toda ordem”, disse.
A advogada Ilva lasmar lamentou a continuidade da implementação de obras ilícitas e anunciou novas contestações na Justiça. “A BR 440 não existe desde a sua origem, primeiro porque não existe federalização, segundo porque uma via de integração não pode ser transformada em rodovia.”
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