O corte de 267 de árvores no Bairro Vale do Ipê foi denunciado pelo vereador Jucelio Maria (PSB) na reunião plenária desta segunda-feira, 18. Conforme vídeo divulgado por um veículo de comunicação, a área com seis nascentes foi desmatada com autorização da Secretaria de Meio Ambiente para execução de empreendimento empresarial. Jucelio Maria alertou que animais silvestres, como micos, araras, tucanos, jacus e capivaras têm sido vistos próximos à residências, o que revela que estão sendo expulsos de seu habitat.
O problema já havia sido levantado por outro vereador Wanderson Castelar (PT) que, por meio de ofício, pediu análise do Ministério Público sobre a existência de crime ambiental. Roberto Cupolillo (Betão-PT) está convencido de que houve supressão de mata.
Esta pode ser apenas uma face do problema, alertou o vereador Zé Márcio (PV). Ele informou que cortes esparsados podem ser deliberados pela própria secretaria e, em caso de matas, ocorrem com base na deliberação normativa do Condema que estipula a compensação pelo número de unidades. Para corte de cada árvore exótica, deve haver plantio de 20 mudas por hectare; nativa, 30, e de expressiva beleza, 50.
A questão ambiental merece debate na opinião do representante do Partido Verde, que mostra preocupação principalmente com as reservas da cidade. Zé Márcio informou sobre a tramitação na Câmara da Mensagem 4147, que trata da política de arborização nas ruas.
A denúncia levou o presidente Rodrigo Mattos (PSDB) a designar a Comissão do Meio Ambiente para apurar os fatos. O levantamento ficará a cargo dos vereadores João do Joaninho (DEM), Nilton Militão (PTC) e André Mariano (PMDB).
Julio Gasparette (PMDB) adiantou que as árvores não estavam aglomeradas e que a empresa se comprometeu a executar medidas compensatórias com o plantio de mudas em número muito superior as retiradas.
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