O que se conquistou e o que é preciso avançar. Esse foi o mote da audiência pública desta segunda-feira, 11, que teve como tema o Dia Municipal do Idoso. Em 2008, havia 25 idosos para cada cem crianças, em 2015 serão 173. Vinte e três por cento das pessoas com mais de 65 anos continuam trabalhando e 25% desse total são responsáveis pelo sustento financeiro da família. Esses foram alguns dados divulgados que revelam a mudança etária da população e ao mesmo tempo a necessidade de construção de uma política consolidada para a terceira idade. Vídeos foram exibidos em defesa da qualidade de vida e sobre projetos desenvolvidos para essa parcela da população.
A nova simbologia do idoso, um cidadão de pé, com a inscrição ‘+ 60’ foi exibida pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Idoso da Câmara Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico-PDT). Ela adiantou que a substituição da anterior, uma pessoa curvada apoiada em uma bengala, será solicitada aos estabelecimentos públicos e comerciais. O vereador Vagner de Oliveira (PR), por sua vez, propôs que as marchas em defesa dos idosos e as blitzen para apurar execução de leis prossigam com caráter regionalizado.
Dificuldades a serem vencidas
A presidente do Conselho do Idoso, Regina Garcia, alertou que três conferências municipais já foram realizadas e a quarta está prevista para junho deste ano com o tema Protagonismo e Empoderamento, por um Brasil para todas as Idades, sem que as diretrizes tenham sido seguidas. Ela defendeu avanços principalmente na acessibilidade.
Outras dificuldades foram reveladas na fala do presidente do Abrigo Santa Helena, Antônio Carlos. A entidade, que está completando cem anos, funciona atualmente como clínica geriátrica e, segundo o presidente, não consegue atender a demanda. Entre as necessidades que apontou estão a creche dia e uma ala específica para receber os casos crônicos. O vereador José Emanuel (PSC) chamou atenção para problemas enfrentadas na saúde, argumentando que há falta até de fraldas.
Ao se pronunciar em nome do prefeito Bruno Siqueira, o secretário de Governo, José Sóter de Figueirôa, disse que o país avançou nas últimas décadas. Isso não o impediu de sugerir reflexão sobre a disponibilidade, pelo Município, de um plano de enfrentamento a violência contra o idoso, do fortalecimento da rede de prestação de serviços e uma política integrada.
Kátia Aquino, representante da secretaria de Educação, expôs ações voltadas para os idosos como o Projetando Novos Caminhos para um Antigo Caminhar, vagas oferecidas em 41 escolas, turmas específicas no Cem e o Círculo de Alfabetização e Cultura. O vereador Julio Gasparette (PMDB) espera que esse trabalho, assim como da Associação Municipal do Apoio Comunitário (Amac), sejam mais divulgados, favorecendo o acesso da população.
A audiência foi convocada pela Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos da Câmara, formada por Ana do Padre Frederico, Vagner de Oliveira, Julio Gasparette e José Emanuel. Entre as entidades presentes estiveram os conselhos de Direito do Idoso, do Deficiente, da Mulher, o Comitê de Ação da Cidadania e idosos do Centro de Convivência da Amac que se encontravam em visita às dependências da Câmara. Por lei, 9 de maio é o Dia Municipal do Idoso.
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