Os membros da comissão da Câmara criada para verificar supostos problemas de rachaduras nas obras da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Distrito Industrial fizeram uma visita in loco, durante toda a manhã desta terça-feira, 28, para verificar a gravidade do problema. Os vereadores Roberto Cupolillo (Betão-PT), Julio Gasparette (PMDB), Luiz Otávio (Pardal - PTC), Zé Márcio (PV), que integram a Comissão, receberam uma pasta do diretor de Desenvolvimento e Expansão da Cesama, Marcelo Mello do Amaral, com documentos contendo todas as informações da obra e o que a Cesama tem feito para resolver esta questão.
O imbróglio pode complicar ainda mais a situação do abastecimento de água na cidade porque os tanques construídos para receber água de Chapéu D’Uvas não estão podendo ser utilizados por causa das rachaduras. A visita foi estimulada depois de denúncia realizada na Câmara, por membros do Sinagua – sindicato que representa os servidores da Cesama.
A ETA Walfrido Machado Mendonça, conhecida como ETA-CDI, responsável por tratar a água do Ribeirão Espírito Santo passa por obras de ampliação para poder atender, também, o recurso de Chapéu D’uvas. Porém, as intervenções, na ordem de R$ 10 milhões, apresentam problemas estruturais. Segundo Marcelo Amaral, os custos de recuperação estão sendo pagos pela Cesama que cobra na Justiça o ressarcimento da empresa que projetou a obra.
Para o vereador José Márcio (PV), existem dois problemas: o de engenharia e o jurídico. “O primeiro é a Cesama refazer essa obra, cobrando de quem é devido e que eu acredito não ser em curto prazo. O segundo, que nos preocupa mais, é garantir o abastecimento da cidade. Nós estamos em uma situação de abastecimento pior do que no ano passado. É necessário que a Cesama tenha uma solução para que Chapéu D`uvas possa fornecer água à população sem que soframos com o desabastecimento”.
Julio Gasparette (PMDB) frisou que a obra teve iniciou em 2010 e desde a sua perfuração existiram problemas. “E agora, com as rachaduras que acabamos de ver, temos certeza absoluta que, tecnicamente, com as ações da Cesama, o problema vai ser resolvido para que não falte água na cidade. Nós estamos muito preocupados com as rachaduras que vimos.”
Luiz Otávio (Pardal - PTC) afirmou que, de posse desses documentos, os vereadores vão poder fazer uma cobrança maior. “Tivemos as informações que os procedimentos iniciais a Cesama já esta cuidando. Nós vamos avaliar melhor essa documentação e procurarmos uma solução, já que esse é o papel fiscalizatório dos vereadores. Também vamos solicitar ao Município um cuidado redobrado para que não falte água em Juiz de Fora.”
Roberto Cupolillo (Betão - PT) afirmou que o quadro é muito preocupante. “É uma obra que está completamente comprometida e não se sabe em quanto tempo será resgatada. Isso pode influenciar na capacidade de água que pode ser levada a população, caso permaneça a estiagem. A Cesama nos passou uma documentação. A Câmara entra oficialmente nessa discussão para cobrar da Prefeitura, que é o papel do Legislativo.”
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