O presidente da Câmara, Rodrigo Mattos (PSDB), criou uma comissão para pleitear junto ao Executivo, o pagamento do piso nacional dos agentes de endemia que hoje está em R$ 1.014. A Prefeitura de Juiz de Fora, segundos a categoria, paga R$ 830. A comissão será formada por Roberto Cupolillo (Betão - PT), Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal - PTC), além de mais um vereador que ainda será indicado. A decisão de se criar a comissão é resultado da audiência pública realizada nesta segunda-feira, 27, realizada por iniciativa do vereador Rodrigo Mattos.
Além da exigência do piso nacional para a categoria, a audiência também teve o objetivo de discutir as condições de trabalho dos agentes. Chegaram até Mattos várias informações como a falta de combustível para circulação do fumacê, troca de contratados por concursados em uma única etapa, sem treinamento adequado.
A audiência ainda teve o propósito de discutir o elevado índice de infestação da dengue na cidade. O resultado do último Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypti (LIRAa) chegou a 6,8% quando o Ministério da Saúde recomenda 1%. Em algumas regiões, como Monte Castelo, Santa Catarina e Vale do Ipé, o índice chega a 14,5%. Rodrigo Mattos cobrou da Prefeitura o retorno da divulgação semanal do número de infectados pela dengue, como era realizado na gestão anterior, dando mais transparência na situação da dengue em Juiz de Fora. Para ele, esta divulgação ajuda a população a se conscientizar sobre o perigo da doença e, com isso, tomar cuidados mínimos no combate ao mosquito.
“Sobre o cumprimento do piso nacional para os agentes de endemia, conseguimos tirar uma proposta aqui que é a criação da Comissão que vai negociar junto à administração municipal. Mas, em relação às ações de combate à dengue, Rodrigo se disse frustrado com as informações da Prefeitura, que necessita de um plano mais audacioso para diminuir o número do LIRAa”, enfatizou.
Piso Retroativo a junho de 2014
Felipe de Assis, da Associação dos Agentes de Endemias, solicitou durante a audiência, o pagamento retroativo a junho de 2014, quando foi homologado pelo governo Federal. Cobrou a implantação de um Plano de Cargos e Salários e insalubridade. A coordenadora do Sindicato dos Agentes, que também representa a categoria, Rita das Dores, conclamou a unidade e protestou contra à Prefeitura por se negar a negociar, mesmo a entidade estando legalmente constituída.
Apoio aos trabalhadores foi manifestado pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Amarildo Romanazzi, que propôs uma forte mobilização e a criação de uma Comissão integrada por vereadores e representantes dos trabalhadores para “convencer o governo a pagar o que é de direito”. Rodrigo Mattos acatou a solicitação.
Vários vereadores cobraram o piso e outros direitos dos trabalhadores. Roberto Cupolillo (Betão-PT) chamou atenção para a redução do número de agentes em relação ao ano passado e lembrou que o ponto de apoio, na Avenida 7 de setembro, continua precário. José Emanuel (PSC) defendeu o horário corrido de 8h às 14h, enquanto o líder do Governo, Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal-PTC), ressaltou a necessidade de negociações.
Vigilância é reestruturada
O subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida, informou que a epidemia está no pico com 673 casos confirmados em Juiz de Fora. O bairro mais afetado é o Grajaú, com 124, seguido do Santa Cruz, 70. Oitenta por cento dos focos estão dentro das moradias. Ele assegurou um novo momento na Prefeitura com a reestruturação do Centro de Vigilância em Saúde, o maior de Minas, por meio de gestão.
Nos 15 dias em que está a frente do cargo, afirma que os agentes têm trabalhado diuturnamente, foram realizados seis mutirões de combate a dengue com de 20 caminhões, aproximadamente 150 funcionários, com o recolhimento de quase 200 toneladas de lixo. Quanto à reivindicação salarial dos agentes, afirma estarem em estudo formas de atendimento, por meio da Secretaria de Administração e Recursos Humanos.
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