A instalação do taxímetro biométrico em toda a frota de Juiz de Fora será defendida por Marcus Kleverson Guedes da Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ramo de Motorista Auxiliar de Táxi, em Tribuna Livre anunciada para a próxima quinta-feira, 16, a partir das 17h30. O sindicalista enfatiza a necessidade do cumprimento do artigo 9º, Inciso VIII, da Lei 6612, que determina o exercício da atividade pelo titular do veículo sob pena de perder a permissão. Segundo levantamento feito pela entidade, apenas 30% dos titulares dos 545 carros exercem a atividade. Os demais trabalham em outros setores, inclusive órgãos públicos.
Marcus kleverson esclarece que o Executivo prepara-se para encaminhar a nova lei do táxi para a Câmara. A proposta prevê taxímetro biométrico para as 105 novas placas a serem definidas por meio de licitação. O presidente do Sindicato adiantou que já conta com o apoio do vereador Julio Gasparette (PMDB) na apresentação de emenda estendendo a obrigatoriedade para toda a frota. A ideia é implantar a tecnologia gradativamente de forma a abranger a todos até o início de 2016.
O taxímetro biométrico foi adotado com sucesso em municípios como Porto Alegre e Belo Horizonte. Tem um custo entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil e durabilidade de, pelo menos, dez anos. Marcus Kleverson informou que caberá a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) a escolha da empresa responsável pela instalação mediante critérios que levarão em conta custo-benefício e valor mais adequado aos taxistas.
As digitais do titular e do auxiliar credenciado são cadastradas. O turno é aberto com o ponto eletrômico. A leitura é feita durante a largada para cada corrida, o que impede fraudes. “Trata-se de uma medida moralizadora”, disse.
Um grupo de profissionais revelou que boa parte dos titulares não exercem a função, durante audiência pública na Câmara, em julho de 2014. A denúncia gerou abertura de inquérito administrativo pela Settra, com encaminhamento de sindicância. Marcus Kleverson disse que “vários titulares se beneficiam da permissão para complementar a renda e exploram auxiliares. O papel do auxiliar passa a ser de um mero cumpridor de carga horária”, alerta.
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