Introdução de mão única nas ruas Chácara e Dom Silvério, em direção ao Centro, e em toda a Avenida Ibitiguaia para receber o trânsito do Centro, a partir do alto da Avenida Rio Branco. Esta proposta foi defendida nesta terça-feira, 17, em Tribuna Livre da Câmara, pelo professor Cezar Henrique Barra Rocha do Programa de Educação Ambiental (Prea), como alternativa à operação urbana proposta pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para a região. Ele acredita que o projeto do poder público pode agravar o problema do trânsito e questiona a iniciativa no momento em que o Plano Diretor encontra-se em discussão.
Ausência de pesquisa de embarque e desembarque, supressão das matas do seminário e a da Belmiro Braga e curvas acentuadas estão entre os problemas apontados por Cezar Barra. As dificuldades foram demonstradas pelo professor por meio de simulação que denominou de pseudobinário.
A proposta da Prefeitura, apresentada na Mensagem 4127, prevê a reestruturação do sistema viário de acesso aos bairros Alto dos Passos, Santa Luzia e outros próximos. A ideia é formar um polígono que engloba, além da via, terrenos das ruas Belmiro Braga, Três Ilhas, Chácara e trechos das ruas Moraes e Castro e Ibitiguaia. Pela proposta do Município, a Dom Silvério teria mão única em direção a Santa Luzia, será alargada na altura do Seminário Santo Antônio e terá sua capacidade duplicada.
A explanação de Cézar Barra foi considerada um contraponto pelos vereadores que até então consideravam a Mensagem a única opção. A Comissão de Urbanismo, presidida por João do Joaninho (DEM), foi encarregada de intermediar reunião dos interessados com a Settra para outros esclarecimentos. Roberto Cupolillo (Betão-PT) constatou que a alternativa do professor é menos onerosa, Wanderson Castelar (PT) mostrou-se preocupado com a manutenção da qualidade de vida e Jucelio Maria (PSB) solicitou a retirada do projeto de tramitação temporariamente para aprofundamento do debate.
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