A inserção do Programa Municipal de Aids – Centro de Referência e Treinamento - no organograma da secretaria Municipal de Saúde, com status de Departamento, foi reivindicada pelos profissionais do órgão nesta quinta-feira, 12, à Comissão de Saúde da Câmara, representada pelo vereador Wanderson Castelar (PT). O Legislador adiantou que Mensagem foi aprovada pela Câmara, decreto regulamentador publicado, mas ainda é necessária uma portaria para formalizar a alteração. A medida será cobrada do Executivo.
O coordenador do programa, Rodrigo Almeida, adiantou que os encaminhamentos burocráticos foram feitos e comunicou a existência de parecer favorável da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH). A transformação vai contribuir para que o órgão obtenha mais repasses de recursos federais no momento em que está prevista a ampliação do atendimento.
Desde setembro, o programa funciona na Avenida dos Andrades, em imóvel reformado e ambiente humanizado. O Centro de Referência de Juiz de Fora, o primeiro de Minas, opera com repasses estaduais e federais. Oferece atendimento unificado: diagnóstico, assistência, tratamento, prevenção e treinamento.
Mais de duas mil pessoas da região são beneficiadas. Problemas como desabastecimento de medicamentos não são enfrentados. Medicamentos para HIV, hepatites virais, tuberculose, DST e infecções oportunistas encontram-se à disposição. Desde 2014, o programa atua com o 2 em 1 e já recebeu o 3 em 1, o que contribui para a adesão dos pacientes e controle da epidemia.
A equipe é multiprofissional, com médicos, farmacêuticos, enfermeiros, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas e nutrólogo. Várias medicações são aplicadas na enfermeria, o que reduz o número de internamentos. O coordenador do labortório de monitoramento do HIV, Israel Novaes, informou que a rede nacional possui aproximadamente 90 laboratórios e que o grau de sucesso alcançado é de 80%. A farmacêutica Luricy Gonçalves disse que ao iniciar o tratamento um soropositivo normalmente usa apenas um comprimido ao dia. Há alguns anos eram necessários quatro.
Essa estrutura, entretanto, não diminui a preocupação do infectologiata Ronald Roland, com o número de contaminados entre 16 e 25 anos, grupo mais vulnerável. Ele se vê diante de pessoas com muitos anos de tratamento, casadas com filhos, mas outros que procuram por ajuda muito tarde. “Esse comportamento vem repercutindo no aumento da hapatite b, sífiles e gonorréia. É preciso escolher o parceiro e usar preservativos”, alertou.
Wanderson Castelar se une aos profissionais neste alerta ,após considerar o programa modelo. O vereador reconhece que a Aids ganhou repercussão na sociedade, o que favoreceu políticas públicas. Isso, entretanto, não o impediu de ressaltar peculiaridades locais que contribuiu para a preservação da qualidade dos serviços prestados como escolha criteriosa dos profissionais.
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