A situação do Serviço de Controle de Hipertensão, Diabetes e Obesidade foi o tema da Audiência Pública desta quinta-feira (15/01) solicitada pelo vereador Antônio Aguiar (PMDB). Trata-se de um serviço de qualidade criado há 28 anos que esteve sob ameaça de desmembramento. Uma parte dos 1500 usuários passariam a ser atendidos nas UAPS e outra parte encaminhados ao centro de tratamento vinculado a UFJF (Hiperdia), o que gerou insatisfação. Vários pacientes se manifestaram pela continuidade do trabalho no PAM Marechal. De acordo com eles, os setores para os quais seriam deslocados já estão sobrecarregados. O presidente da Câmara, Rodrigo Mattos, recebeu abaixo-assinado subscrito pelos usuários, que acabaram tranquilizados pela informação de que o prefeito Bruno Siqueira atendeu aos apelos pela manutenção no Centro.
A importância do atendimento é revelada quando Antônio Aguiar informa que as doenças cardiovasculares respondem pela maior parte das mortes no Brasil e no mundo. O diabetes, por exemplo, é a quarta maior causa de falecimentos no país e associado a doenças vasculares, gera problemas ainda mais sérios. O cardiologista Darcílio de Souza Filho informou que o número de óbitos em Juiz de Fora em 2012 foi de 5 mil, 24% por doenças vasculares, índice bem mais baixo que o nacional, o que revela o retorno positivo da assistência prestada pelo Schdo.
O secretário de Saúde, José Laerte, deixou claro que o serviço não será extinto. A intenção de transferência para o hiperdia, próximo a Universidade Federal, já foi descartada pelo Executivo. No momento são feitas gestões para que ocorra o contrário. Ou seja, a vinda do hiperdia, que é uma unidade de referência, para o centro, mas há dificuldades para localização de um espaço amplo e confortável para atendimento da demanda.
Além da assistência de qualidade, Regina Célia de Souza, presidente do Conselho de Saúde, ressaltou que no Schdo é oferecido atendimento humanizado. Ela observa o esvaziamento de funcionários, o que sinaliza sucateamento do serviço. O secretário executivo do Conselho, Jorge Ramos, acionou o prefeito que se comprometeu em manter o órgão onde se encontra. Os usuários tiveram apoio dos vereadores, da ouvidora de Saúde, Samanta Bochear, e do secretário do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão.