A situação dos acessos ao bairro Industrial, incluindo as passarelas, foi tratada em Audiência Pública nesta terça-feira (25/10) solicitada pelo vereador Wanderson Castelar (PT). Os moradores aguardam, desde 2012, a conclusão da passarela da MRS, prevista no Programa de Transposição de Nível para Pedestres. Enquanto a obra não é efetivada, Castelar reivindica a instalação de direcionador de fluxo da travessia para minimizar riscos. As composições passam a cada 15 minutos, às vezes com paradas ou manobras no local. O vereador sugere que este e os demais pedidos da comunidade sejam listados e encaminhados à MRS Logística e adiantou que vai acompanhar os acontecimentos.
O representante da empresa, Marcelo Dias, assegurou que buscará uma solução definitiva para o problema. Ele explicou que a firma contratada para realizar as obras enfrentou dificuldades financeiras. Com o contrato judicializado, foi necessária perícia e parecer jurídico. Os recursos já estão alocados e outra empreiteira será selecionada para concluir a obra. Marcelo Dias esclareceu, entretanto, que a MRS terá que aguardar o período de chuvas para retomar a construção.
O vereador Chico Evangelista (PROS) já fez contatos com o diretor geral da MRS e tem uma reunião marcada para esta quarta-feira, às 9h, para tratar o assunto. O muro no entorno da linha foi construído após gestões e mobilização feitas pelo vereador. Rodrigo Mattos (PSDB) reconheceu a importância da iniciativa, assim como o empenho da empresa pela melhoria da convivência com a população.
Antigo defensor do contorno ferroviário, o presidente da Câmara Julio Gasparette (PMDB) adiantou que estará com o diretor geral Sérgio Carrato e o diretor em Belo Horizonte José Maurício buscando a execução do projeto já elaborado, que retira a linha do trem do centro urbano.
Amélio José de Oliveira, da SPM do bairro Industrial, se queixou das composições paradas no perímetro urbano e cobrou o direito de ir e vir da população. Gislaine Neves, representando mães de estudantes, sempre encontra o trem parado ao levar a filha na escola e acaba sendo obrigada a passar por debaixo do entroncamento entre os vagões para não perder o ônibus e o horário de entrada. O mesmo problema é enfrentado pelos servidores da UAPS quanto ao horário de chegada ao trabalho. Em caso de ocorrências policiais, os veículos têm que seguir até o Jóquei Clube e contornar.
Darcy Antunes de Freitas, que mora em frente à travessia, assiste o risco que crianças e trabalhadores correm diariamente, além dos buracos tomados pela água, “verdadeiros criadouros do mosquito da dengue”.