O Dia Nacional da Consciência Negra (20/11) foi comemorado na Câmara Municipal com a entrega da Medalha Nelson Silva a dez pessoas e instituições que se notabilizaram na produção e difusão de manifestações culturais e sociais da raça negra. A distinção foi criada pela Resolução 1.120, de 29 de outubro de 1999, em parceria com o Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva. O músico que dá nome a Medalha foi um dos maiores compositores da história do município e do país. Do seu acervo musical fazem parte sambas, boleros, rumbas, mambos, valsas, toadas, batuques e até hinos religiosos.
Homenageados
Afoxé Niza Nganga Njungo – Tem como função prioritária dar vida e consistência às atividades culturais, buscando diminuir a exclusão sociocultural através de palestras, oficinas educativas, ensaios e apresentações públicas;
Alessandra Crispin – Graduada pela Universidade de Música Popular Bituca, prepara-se para lançar um CD com composições autorais. Na turnê Samba Fino, apresenta o melhor da MPB e do samba. Participou do The Voice Brasil no ano passado;
João Paulino Barbosa – Tem na música a maior forma de lazer e expressão cultural. Aprendeu violão sozinho e possui mais de 50 composições;
Marcelo dos Santos Campos – Médico, na Secretaria Municipal de Saúde direciona seu trabalho à população negra. Lançou, em parceria com a pedagoga Giane Elisa de Almeida, o projeto Ciranda da Saúde, vinculado à unidade do Retiro;
Marcos Languanje – Formado na Universidade de Música Popular Bituca, é articulador do projeto cultural Gente em Primeiro Lugar, fabrica e repara instrumentos de corda e percussão, professor de musicalização, além de artista plástico;
Maria da Aparecida Pereira – Trata-se da benzedeira mais conhecida de Juiz de Fora. Oficialmente tem 102 anos, mas seus filhos, netos e bisnetos sustentam que sua idade real é 109 anos;
Raimundo Pereira – Mais conhecido como Neném Canela Preta, fundou a Escola de Samba Império do Mundo Novo;
Padre José Leles da Silva – Graduado em Filosofia, Sociologia, Teologia e Psicologia. Atualmente, na Arquidiocese de Juiz de Fora, é capelão, secretário do Colégio dos Consultores, presbítero assessor da Diaconia Hospitalar e dos Enfermos, membro da Fundação Dom Justino e do Instituto Santo Tomás de Aquino;
Projeto Soul Black do Bem – A denominação é dada a um projeto interdisciplinar desenvolvido na E.M. Professora Thereza Falci, no bairro Santa Lúcia. Tem se consolidado como referência na discussão sobre relações raciais na Educação e por meio de oficinas que envolvem alunos e comunidade;
Selmara de Castro Balbino – Assistente Social formada pela UFJF, participa de projetos de extensão como Diversidade Cultural e Produtiva, desenvolve pesquisas sobre Folia de Reis, culinária e posse de terra na comunidade quilombola São Pedro de Cima, em Divino, Minas Gerais. Também integra o grupo Candances – Mulheres Negras e Conhecimento.