As unidades de saúde da Prefeitura ainda enfrentam a falta de alguns medicamentos. A constatação foi feita nesta quarta-feira (29/10) pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal, representada pelos vereadores Wanderson Castelar (PT), José Mansueto Fiorilo (PDT) e Antônio Aguiar (PMDB), em visita a duas delas. Apesar de reconheceram avanços com o sistema de controle implantado pela Unihealth Logística Hospitalar Ltda, vencedora da licitação para guarda do estoque e distribuição de medicamentos, os vereadores deixaram o Hospital de Pronto Socorro preocupados. Foi feito pedido emergencial do anestésico propofol. Se não houver fornecimento, será tentada obtenção , por meio de troca de remédios ou empréstimo com outra instituição hospitalar. A disponibilidade é para, no máximo, uma semana.
O diretor administrativo, Leandro Lopes, e o farmacêutico reponsável, Thadeu Corrêa, informaram que está havendo uma adequação ao sistema adotado pela Unihealth. A logística está sendo modificada. As solicitações de medicamentos, que eram feitas a cada 15 dias, período considerando longo, agora são semanais. Segundo eles, quando dispõe do medicamento , o centro de distribuição faz as entregas. Isso só não ocorre quando o remédio não está disponível no almoxarifado da empresa. As dificuldades maiores têm sido enfrentadas com antibióticos. Em caso de emergência, o pedido encaminhado pela manhã, é atendido na tarde do mesmo dia ou na manhã do dia seguinte. No momento estão sendo realizadas manobras para suprir a falta de metronidazol, cefalotina sólida e vancomicina.
A gerente da Unihealth, Danielle Santos, esclareceu que a empresa não responde pela aquisição de medicamentos e não enfrenta empecilhos na distribuição. Os indicativos são de problemas no processo de compra pelo município, o que levou Fiorilo a informar que a Comissão de Saúde vai verificar o processo de licitação, se está havendo atraso nas entregas pelos fornecedores ou se os produtos estão sendo entregues com prazo de validade próximo ao limite.
No Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente, unidade de atenção secundária também visitada pelos vereadores, o problema foi considerado pontual. O setor não dispunha de prenidisolona e Clenil (antialérgicos) e Depakene (monoterápico), apesar de haver estoque deste remédio em líquido. O presidente da Comissão, Wanderson Castelar, observou a ausência de funcionários e de integração ao sistema da Unihealth.
Danielle Santos informou que o contrato contempla setores de urgência e emergência: PAI, Regional Leste, HPS, Casa de Saúde Esperança e Farmácia Central. Segundo ela, servidores de oito Unidades de Atendimento Primário em Saúde (UAPS) já foram treinados para utilizar o sistema. Isso ainda não se deu nas demais por carência de pessoal na PJF.
A questão será esclarecida com a resposta ao requerimento que a Comissão apresentará, na reunião plenária desta quarta-feira, no qual solicita cópia do contrato entre Prefeitura e Unihealth.