A Câmara promoveu nesta quinta-feira (09/10) o painel Diversidade: Avanços e Desafios. As questões racial, das pessoas com deficiência e dos idosos foram abordadas, com avaliação dos avanços, principalmente a partir da década de 90, e os desafios ainda existentes. Ao abrir os trabalhos, o presidente Julio Gasparette (PMDB) parabenizou os profissionais do Centro de Atenção ao Cidadão (CAC) do Legislativo por mostrarem a importância dos trabalhos do parlamento na vida social de Juiz de Fora
O vereador Vagner de Oliveira (PR), da Comissão de Defesa dos Direitos dos Idosos, e a diretora geral do Legislativo, Maria Aparecida Fontes Cal, participaram do evento. As palestras foram acompanhadas pelo intérprete de libras, Gabtriel Pigozzo, da Secretaria Municipal de Educação.
Apesar de falar sobre assuntos relacionados à terceira idade, a assistente social e presidente do Conselho do Idoso, Regina Garcia, se dirigiu aos jovens, propondo que se voltem para a legislação para serem contemplados quando tiverem mais de 60 anos. Ela lembrou que 14% dos brasileiros têm idade superior e relacionou as leis em sua defesa, citando a Constituição de 1988 como marco. Chamou atenção, por outro lado, para a elaboração de dispositivos sem que esse público fosse ouvido e ressaltou a necessidade de se avançar. “Não dá mais para cuidar dos velhos como pessoas que não têm seus direitos assegurados”, disse.
A exposição da psicóloga, pedagoga e Doutora em Educação, Luciana Pacheco Marques, foi voltada para a pessoa com deficiência. Ela fez um relato histórico sobre a educação, lembrando da dubiedade das leis, que propõem a inserção do deficiente no sistema geral de educação fazendo, entretanto, um paralelo com o sistema especial. Só em 2010 foi previsto o ensino universalizado. Em 2014, a Secretaria Municipal de Educação criou o Departamento de Inclusão do Educando, o que foi ressaltado por ela. Mesmo assim, Luciana Marques considera a realidade atual ainda complexa ao revelar que apenas 22% estão matriculados nas escolas, muitas longe de suas casas.
A questão racial foi abordada pela professora da História e Mestre em Ciência da Religião, Giovana de Carvalho Castro, que cobrou o cumprimento da lei que determina o ensino de história africana e afro-brasileira em escolas de todos os níveis. A professora vê muitos desafios pela frente, a começar pelo combate a invisibilidade do negro como sujeito da sociedade, que o leva a não se considerar digno de direitos.