Publicada em: 27/08/2014 - 208 visualizações

Destino dos resíduos da construção civil entra em debate

Destino dos resíduos da construção civil entra em debate (27/08/2014 00:00:00)
  • Destino dos resíduos da construção civil entra em debate
 
As condições de funcionamento do depósito de resíduos da construção civil no bairro Cidade do Sol foi tema da Audiência Pública desta quarta-feira (27/08), solicitada por meio do requerimento 2107. Os vereadores sentiram necessidade de discutir, ouvir e formar opinião em relação a providências que estão sendo tomadas e os próximos passos previstos. Após as manifestações das autoridades, os legisladores reconheceram a preocupação do Poder Público em adequar o local as regras ambientais, mas solicitaram ações mais rápidas no combate aos bota-fora clandestinos em outros pontos da cidade. O presidente Julio Gasparette (PMDB) enfatizou a necessidade de Juiz de Fora contar com uma linha de trabalho unificada. “Precisamos não só cuidar de locais que recebem os detritos, mas também de reaproveitá-los”.

Um vídeo elaborado pela Coordenadoria de Comunicação da Câmara alertou que a vida útil do aterro é de aproximadamente três meses. Cerca de 200 caminhões fazem despejos no local, alugado pela Prefeitura para receber materiais inertes. Por algum tempo, entretanto, também recebeu lixo, o que tem sido resolvido por meio de triagem.

Depois de esclarecer que os principais responsáveis pela destinação dos resíduos são seus geradores, a engenheira ambiental do Demlurb, Gisele Pereira, disse que a área do Cidade do Sol é adequada para recebê-los por já estar degradada pela exploração de pedra. O local foi cercado, possui guarita e foram tomadas medidas como cadastro, uso de selo de identificação pelos veículos e separação dos materiais inertes dos não inertes. Os usuários pagam uma taxa pela utilização, informou.

Gisele Pereira ainda adiantou a existência de projetos da Prefeitura para construção de 16 unidades de recebimento de pequenos volumes, além de uma usina de reciclagem, capaz de produzir agregados para a construção civil. O subsecretário de Governo, Paulo Gutierrez, por sua vez, relatou a orientação do prefeito para que haja, até o final do ano, definição de prazos e outros locais para resíduos, inclusive para diminuir o fluxo no Cidade do Sol.

O vereador Antônio Aguiar (PMDB) admitiu melhorias e humanização para os trabalhadores, como acomodações adequadas para alimentação e sanitários. Zé Márcio, vereador do PV, mostrou-se preocupado principalmente com o pequeno descarte nas pontas da cidade, produto de reformas, que representam 52%. Ainda enfatizou a importância da execução do Plano de Gestão dos Resíduos da Construção Civil, previsto na Mensagem 4094. João do Joaninho (DEM), outro que acompanha a situação, ressaltou a necessidade do desvio da passagem dos caminhões da Encosta do Sol com a criação de acesso pela BR 263, o que está sendo negociado pela Administração Municipal com o Denit.
 


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