A importância do início das operações da primeira adutora da represa de Chapéu D`Uvas foi enfatizada pelos vereadores presentes à inauguração na última sexta-feira (22/08). O presidente da Câmara, Julio Gasparette (PMDB), considerou o empreendimento um dos mais importantes para a cidade nas últimas décadas, reconhecendo que colocará Juiz de Fora em uma situação privilegiada. A cidade ganha condições de atrair novos investimento, sem comprometimento da qualidade de vida da população. O prefeito Bruno Siqueira (PMDB) informou que estão sendo adicionados 900 litros de água por segundo ao sistema por meio de R$ 37 milhões em investimentos. O diretor-presidente da Cesama, André Borges, anunciou que a capacidade do sistema aumenta em 60% os investimentos em distribuição nos pontos de rede.
“Muito oportuna”. Assim a inauguração foi citada por Zé Márcio (PV), autor de representação ao governo do Estado propondo a criação de um consórcio intermunicipal com a participação de Santos Dumont, Ewbanck da Câmara, Antônio Carlos, além de Juiz de Fora. A organização foi considerada por ele a única forma de preservar o manancial e seu entorno, impedindo que se repita aqui o que vem ocorrendo em São Paulo.
O presidente Julio Gasparette repassou ao vereador, que também é engenheiro, a atribuição de falar em nome da Câmara. Ele contou um pouco da história da construção desde o início do século passado, período em que era um açude, passando pelos anos 90, quando foi reconhecida como um manancial para o futuro, até a inauguração.
“Falar em água é falar em infraestrutura”, disse Antônio Aguiar (PMDB), que se reuniu aos vereadores que alertaram para a crise que obrigará São Paulo a reduzir investimentos. Além da adutora garantir o abastecimento por 30 anos, o vereador lembrou que Juiz de Fora ainda conta com 42% de abastecimento oriundos da bacia da Represa João Penido e 8% de São Pedro, o que favorece o crescimento industrial.
Para Oliveira Tresse (PSC) a obra é resultado de planejamento. O vereador observa que mesmo antes de o produto faltar, a cidade já anuncia ampliação do abastecimento. Isso no momento em que várias cidades, inclusive de porte menor, estão diante de racionamento. “Não há como mencionar a importância do empreendimento”, afirmou.
De João do Joaninho (DEM) partiu reconhecimento do esforço dos atuais políticos e anteriores que enxergaram as necessidades futuras do município. ”A primeira adutora de Chapéu D`Uvas significa fornecimento de água com abundância e garantia de desenvolvimento para a cidade”.
Depois de apontar a obra como uma das mais importantes da história do município, Rodrigo Mattos (PSDB) lembrou que deslanchou no período em que, enquanto presidente da República, Itamar Franco construiu a barragem. A continuidade se deu com a implantação da adutora, iniciada pela Administração do então prefeito Custódio Mattos, e concluída agora por Bruno Siqueira.
Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico-PDT) enfatizou que a obra vai resguardar, “e com fartura, o direito a um bem precioso para o ser humano”, enquanto Nilton Militão (PTC) vê Juiz de Fora dando exemplo de governo visionário, capaz de assegurar qualidade de vida para gerações futuras, em um momento que grandes cidades enfrentam racionamento. O futuro do município também foi mencionado por André Mariano (PMDB). “Estamos cuidando de um bem maior, que é a água de qualidade, assegurando saúde para nossa gente”, disse.
Cido Reis (PPS) aposta na aceleração do crescimento nos próximos anos e Chico Evangelista (PROS) se mostrou otimista ao ver Juiz de Fora seguir o caminho inverso de outros municípios ao providenciar abastecimento “por muitos e muitos anos”.
A adutora vai se tornar mais uma opção de abastecimento no período de maior consumo e de estiagem. Apesar de inicialmente fornecer 900 litros de água por segundo, o manancial de Chapéu D`Uvas tem capacidade para 5 mil litros. A barragem foi inaugurada em 2004. Por meio dela, o volume do Rio Paraibuna é regularizado.
As obras possibilitam o transporte da água por mais de 17 quilômetros de tubulação até a Estação de Tratamento do Distrito Industrial. Mesmo com a inauguração, a unidade continuará sendo abastecida pelo Ribeirão Espírito Santo.
Mauro Luís, de Ewbanck da Câmara, e Carlos Alberto de Faria, de Santos Dumont, participaram da solenidade. A represa encontra-se também no território desses municípios.