Publicada em: 16/07/2014 - 179 visualizações

Comissão de Educação visita escolas na Zona Norte

Comissão de Educação visita escolas na Zona Norte (16/07/2014 00:00:00)
  • Comissão de Educação visita escolas na Zona Norte
 

      A Comissão de Educação, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer da Câmara esteve na Escola Estadual Francisco Faria e na Escola Estadual Ana Salles. A visita foi motivada após Jucelio Maria (PSB) receber e-mails da Associação de Moradores do Bairro Benfica, que denunciavam a situação das escolas. A vereadora Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico-PDT) também acompanhou as visitas.

     De acordo com Jucelio, que é presidente da Comissão, “as escolas precisam de reformas estruturais urgentes para funcionar com qualidade”. Durante as visitas, os vereadores puderem ver a situação das unidades. A Escola Francisco Faria foi construída para atender crianças em idade pré-escolar e hoje atende também o ensino fundamental até a quarta série. Isso faz com que o espaço físico fique defasado. “Compramos uma TV recentemente e não temos onde guardar. Ganhamos computadores em 2008 que nunca foram tirados da caixa por falta de uma sala para ser laboratório de informática”, informa a Diretora da escola, Vera Zambelli.
     Além da falta de espaço para construção de laboratórios e salas cheias, a situação do refeitório é também preocupante. A escola usa de forma improvisada a cozinha e um espaço cedido pela Escola Estadual Almirante Barroso. “Quando chove, temos que levar a merenda nas salas de aula, por causa das goteiras no refeitório”, afirma a diretora. Outro ponto reivindicado é a melhoria nas instalações elétricas e a canalização do esgoto que passa nos fundos da escola, fato que prejudica a horta que mantida no local.
    Segundo a diretora, um projeto de reforma estrutural encontra-se na Superintendência Estadual há dois anos. Orçada em R$ 1,8 milhões, a reforma prevê a construção de um segundo andar, ampliando o número de salas de aula e a criação de laboratórios. “Nossa escola tem desempenho exemplar nas provas federais. A resolução dessas questões vão proporcionar uma melhora ainda maior no ensino dessas crianças”, esclarece a diretora. Para Jucelio, as visitas servem como mediação. “Nosso papel é fiscalizar e cobrar sempre condições dignas de educação para as crianças. Estamos aqui hoje fazendo o papel de mediação para darmos os devidos encaminhamentos”.

 


Situação do Ana Salles

      A situação do Colégio Ana Salles é mais grave. Construído na década de 60 em containers, o espaço sofre com uma infraestrutura precária para atender crianças em tempo integral. “Na época do calor as salas viram um forno, na época de frio uma geladeira. Além disso, algumas salas chegam a inundar na época das chuvas”, afirma a diretora Luciane de Oliveira. As instalações estão em estado precário, os compensados de madeira que revestem o interior das salas estão comidos por cupins.
    A escola atende um total de 154 alunos, sendo 86 no turno integral. Lá eles participam de oficinas de complementação dos conteúdos regulares e de recreação. Essas atividades são importantes para a comunidade no entorno (a escola atende a, pelo menos, 8 bairros) que em sua maior parte é carente, e as crianças precisam ficar em tempo integral para que seus pais trabalhem.
     De acordo com a diretora, já foi dada a entrada no pedido de reconstrução do colégio no mesmo espaço em que se encontra. Contudo, há problemas envolvendo documentação do terreno. “Em 2011, um engenheiro da Secretaria de Estado de Educação esteve no colégio e confirmou a construção do prédio. No entanto, precisamos fazer algumas retificações em cartório e não conseguimos”. Sem essa escritura, o Estado não pode construir. A última reforma foi no colégio foi realizada em 2008 com a construção de um muro no entorno da escola.
     Para Jucelio, essas situações evidenciam a importância da fiscalização e da visita constante às escolas para que se conheça a realidade dos profissionais de educação, bem como dos alunos. A Comissão está recebendo os relatórios produzidos pelas diretoras e vai dar os devidos encaminhamentos para que esses colégios possam melhorar a sua situação.

 


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